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Reino Unido anuncia fundo de R$ 33 mi para pesquisa no País

Publicado em 11 abril 2014

O governo do Reino Unido anunciou na quarta-feira (9) o lançamento no Brasil do Fundo Newton de fomento à pesquisa e inovação em países emergentes.

O fundo totaliza 375 milhões de libras (cerca de R$ 1,4 bilhão) em 15 países.

Ao Brasil serão destinadas 9 milhões anuais de libras (mais de R$ 33 milhões) durante três anos.

O valor terá uma contrapartida brasileira, com aporte financeiro de instituições do País voltadas à pesquisa científica.

O anúncio foi feito pelo ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, em cerimônia na reitoria da Universidade de São Paulo(USP), quando foi assinado um memorando de entendimento entre o governo britânico e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

“O Fundo Newton é especial pela quantidade significativa de investimentos envolvidos, pelo tamanho da rede que está sendo construída, pelos tópicos que serão explorados nos projetos de pesquisa e especialmente pelo novo momento que estamos vivendo na história da cooperação entre o Reino Unido e o Brasil”, disse Sergio Gargioni, presidente do Confap, na assinatura do acordo.

O memorando como Confap prevê colaboração bilateral em áreas consideradas chave para o desenvolvimento, como segurança alimentar,transformação urbana, bioeconomia e doenças negligenciadas.

“Ciência é sobre seres humanos tentando descobrir mais sobre o mundo e ampliando as fronteiras do conhecimento”, afirmou o ministro britânico Osborne.

“Olhamos para o Brasil evemos o sucesso notável alcançado pela comunidade científica do País – e desejamos trabalhar com vocês.

Queremos ver mais estudantes e cientistas brasileiros indo ao Reino Unido”, disse.

O Fundo Newton apoiará o intercâmbio de pesquisadores e estudantes, a colaboração em pesquisa científica, o desenvolvimento de inovações, as relações entre instituições de ciência e novas parcerias entre os dois países.

A Fapesp analisa a participação no fundo de acordo com seu regulamento. “Certamente trata se de uma proposta interessante.

Mas a Fapesp precisa cumprir todos os trâmites internos da Fundação antes de anunciar a sua adesão”, disse José Arana Varela, diretor-presidente do Conselho Técnico Administrativo da instituição, à Agência Fapesp.

DCI