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Jornal de Jundiaí online

Reforma agrária, um problema antigo

Publicado em 27 julho 2003

A polêmica envolvendo, hoje, a reforma agrária no Brasil, o MST e o Governo Lula já era alvo de preocupação no final do século 19. Em "O ideário urbano paulista na virada do século" (RiMa Editora), o autor Luiz Augusto Maia Costa analisa a disposição do engenheiro Theodoro Sampaio em criar uma "democracia rural". "Sampaio, muito mais que um urbanista, um engenheiro sanitário, era um 'reformador social'", diz Costa Maia. "Sua proposta era dividida em dois itens: diversificação da agricultura e reforma agrária. Sua intenção era fixar o homem no campo, a fim de diminuir o êxodo rural e controlar o crescimento das cidades." O livro foi lançado no último dia 23. O arquiteto e pesquisador Luiz Augusto Maia Costa traz à luz, mais do que o autor de "O Tupi na geografia nacional", o engenheiro e homem de ação que pensava o território e a cidade em meio às mudanças e efervescências da época. Theodoro Sampaio emprestou seu nome à famosa rua no bairro de Pinheiros (zona oeste da capital paulista). O livro analisa os processos de desenvolvimento de infra-estrutura e urbanização no Estado de São Paulo - fundamentais para a inserção do país na economia mundial, através da formação de um mercado de trabalho, da consolidação de um mercado de terras, da ampliação de um mercado de consumo e, por fim, da modernização do Estado. O ideário urbano paulista na virada do século foca seu estudo em 17 anos da vida profissional do engenheiro, que atuou na Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo e na Repartição de Águas e Esgotos (1886-1903). "O planejamento urbano paulistano era muito mais calcado no papel representado pela cidade na rede de cidades que desenhavam o território paulista do que em um urbanismo que privilegiava o desenho propriamente da capital", afirma Costa. SERVIÇO "O ideário urbano paulista na virada do século", de Luiz Augusto Maia Costa RiMa Editora - www.rimaeditora.com.br