Notícia

Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SP)

Reflorestamento de áreas degradadas é destaque

Publicado em 06 novembro 2012

Uma década de pesquisa e trabalho trouxe de volta à vida áreas da Floresta Amazônica que haviam sido degradadas por mineração. Esse é o resultado de um projeto pioneiro que teve início em 1999 e continua até hoje, com resultados surpreendentes, que a revista Unesp Ciência divulga com exclusividade.

Coordenado por pesquisadores da Faculdade de Ciências Agrárias da Unesp em Jaboticabal, o projeto recebeu apoio da Fapesp durante os primeiros anos e teve como objetivo a recomposição do solo e o reflorestamento de áreas que durante décadas foram desfiguradas pela exploração de cassiterita, minério do qual se extrai o estanho.

Atualmente, a maioria das oito minas desativadas em processo de recuperação na Floresta Nacional (Flona) do Jamari, em Rondônia, ostenta uma mata jovem, bem encorpada, com árvores de até 10 m de altura e sombra generosa. O desafio agora é saber se ela um dia vai ser tão rica e diversa quanto a floresta nativa.

Indicadores de sustentabilidade da floresta estão sendo estudados para saber se ela está cumprindo suas funções ecológicas, como servir de sítio de alimentação ou de reprodução de animais. A discussão envolve não apenas os pesquisadores como também a empresa responsável pelo passivo ambiental (que desde 2005 coordena e financia as atividades de recuperação) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, órgão vinculado ao Ibama que administra a Flona do Jamari.

Não há experiência parecida no país (e provavelmente no mundo) de recuperação de áreas degradadas por mineração em geral. O aprendizado e o sucesso obtidos pelos pesquisadores da Unesp em Rondônia certamente serão fundamentais em outras localidades da Amazônia, onde a exploração da cassiterita brasileira está concentrada. O Brasil detém 13% das reservas mundiais do minério e é o quinto maior produtor mundial. Conheça os detalhes desta história na reportagem de capa da edição de novembro da revista Unesp Ciência.

Fonte: Unesp