Notícia

Revista Princípio Ativo

Reduzir para absorver

Publicado em 01 novembro 2008

Agência FAPESP

Cerca de 40% dos novos medicamentos formulados por laboratórios em todo o mundo não são aprovados nos testes clínicos por não serem absorvidos adequadamente pelo organismo humano. Para reduzir esse problema, uma alternativa é o desenvolvimento dos nanocristais de uso farmacêutico.

O cenário foi apresentado por Maria Inês Ré, fundadora do Laboratório de Tecnologia de Partículas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), na manhã desta terça-feira (11/11), durante o Workshop Nanobio, na sede da entidade na capital paulista.

Além de boa parte dos fármacos lançados no mercado ser muito potente, segundo ela os problemas de má absorção podem ser explicados pelo fato de a maioria dos fármacos reprovados nos testes clínicos ser extremamente hidrofóbica, ou seja, apresenta grande dificuldade de solubilizar no organismo humano, principalmente as moléculas sintetizadas.

“Por isso é preciso reduzir o tamanho desses medicamentos até a escala nanométrica visando a aumentar sua área de contato com os fluidos biológicos do organismo e a favorecer a solubilização e a absorção correta do fármaco pelo organismo”, explicou.

Segundo ela, as metodologias de desenvolvimento dos nanocristais validadas durante seu intercâmbio no Rapsodee Research Centre deverão ser transferidas aos pesquisadores brasileiros, podendo gerar benefícios para a indústria farmacêutica nacional.