Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), mostrou redução nos casos de óbito por dengue no Paraná o que também é visto como positivo no litoral paranaense. A Sesa anunciou que o Paraná registrou uma redução significativa nos casos e mortes por dengue ao longo de 2025, refletindo os esforços de controle do mosquito Aedes aegypti realizados em conjunto com municípios. Dados oficiais do órgão estadual apontam que, entre janeiro e julho de 2025, os casos confirmados da doença caíram cerca de 85% em relação ao mesmo período de 2024, e o número de óbitos diminuiu cerca de 82%, segundo levantamento epidemiológico divulgado pelo Governo do Estado.
“Tivemos uma diminuição expressiva dos casos de dengue e, consequentemente, na mortalidade. Isso é fruto de um trabalho feito com muitas mãos, em parceria com municípios, e também da mobilização da população”, afirma o diretor-geral da Sesa, César Neves, ao comentar os números e as estratégias desenvolvidas no combate à doença.
Vacina
“Acabamos de receber o comunicado do Instituto Butantan que a nova vacina contra a dengue já vai começar a ser testada ou aplicada efetivamente nesse mês de janeiro em São Paulo, que é o Estado piloto. Em breve essas doses serão adquiridas pelo Governo Federal, estarão conosco também” adianta César Neves.
Cuidados devem ser mantidos
Apesar dos resultados positivos, o diretor-geral reforça que não se pode baixar a guarda e a luta contra o mosquito transmissor de doenças como dengue, Zika e Chikungunya. “O trabalho deve ser contínuo, especialmente neste período de verão. A dengue é um trabalho contínuo. Quando termina uma campanha, já começamos outra, mas quero agradecer muito ao povo de Paranaguá, do litoral, que se conscientizou porque essa é uma luta de todos. E estamos felizes com essa diminuição dos números, mas é um trabalho contínuo”, reforça.
O secretário municipal de Saúde de Paranaguá, Daniel Fangueiro, avalia a redução dos índices como uma boa notícia também para o litoral paranaense, mas enfatiza que os cuidados precisam ser mantidos. “É um trabalho da nossa vigilância epidemiológica, um estudo consistente dos focos, limpeza desses ambientes, e agora estamos colhendo os frutos, mas é importante que esses sinais de diminuição de índices não sejam interpretados como uma folga da doença e do mosquito. Precisamos manter esses índices”, destaca.
Drones serão usados para identificar possíveis focos de criadouros do Aedes aegypti
O secretário destacou ainda que a tecnologia também deve ser incorporada ao combate à dengue, com projetos como o uso de drones para escanear a cidade e identificar pontos de acúmulo de lixo, caixas d'água abertas, piscinas abandonadas e outros locais que favorecem a reprodução do mosquito. Segundo ele, a intenção é usar essa tecnologia para planejar ações de campo mais eficazes em toda a cidade.