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Rede de pesquisas sobre malária terá investimentos de R$ 15 milhões

Publicado em 01 outubro 2008

A rede multilateral de pesquisa sobre malária articulada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) terá, somente no seu primeiro edital, investimentos de R$ 15 milhões. Deste valor as Fundações de Amparo à Pesquisa (Faps) vão entrar com R$ 7,5 milhões e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com quantia equivalente.

A definição quanto aos investimentos ocorreu na terça-feira, dia 30 de setembro, durante reunião entre o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, e dirigentes das Fundações de Amparo à Pesquisa dos estados do Amazonas (Fapeam), Pará (Fapespa), Maranhão (Fapema), Minas Gerais (Fapemig) e São Paulo (Fapesp), que integram a rede, na sede da instituição, em Brasília, Distrito Federal (DF). 

Para o presidente do Conselho Nacional de Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap) e diretor-presidente da Fapeam, Odenildo Teixeira Sena, o acordo fortalece a parceria entre as instituições estaduais.

"Esse será um dos maiores editais da história das FAPs", avalia, ressaltando que o volume de recursos direcionados pode crescer, caso a rede ganhe adesão do Ministério da Saúde.

Convênio

O termo de cooperação técnica para a criação da Rede de Malária deverá ser assinado na sexta-feira, dia 3 de outubro, um dia depois da reunião técnica do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap). A discussão sobre a criação de rede de pesquisa será feita durante um seminário no qual serão acertados os últimos detalhes para a assinatura do termo de cooperação entre as fundações, além do CNPq.

Odenildo adiantou que cada FAP conveniada vai indicar dois pesquisadores para integrar a rede. "Depois disso, vamos lançar um edital simultâneo nos cinco estados para selecionarmos os trabalhos que constituirão a rede", disse.

Com a confirmação do valor do primeiro edital a perspectiva é de que cada Fap invista R$ 1,5 milhão (R$ 7,5 milhões no total) e o CNPq, valor equivalente. Ainda durante o seminário, os presidentes das fundações de amparo à pesquisa também se reúnem com representantes do Ministério da Saúde para discutir o tema. A intenção é que o Ministério contribua para o fortalecimento da rede.

Rede de Pesquisa

Apesar de a região Norte ter a maior concentração de casos de malária do País, a participação de pesquisadores de Minas Gerais e São Paulo se justifica pelo trabalho que ambos os estados vêm desenvolvendo nessa área.

"São Paulo e Minas Gerais têm grupos de pesquisas em malária e nós queremos fazer esse intercâmbio para ampliarmos os conhecimentos sobre a doença", disse Sena.

A idéia, que agora está virando realidade, para a criação da rede interestadual para pesquisar a malária partiu da Fapeam e foi 'comprada' pelas fundações dos demais estados. A iniciativa será apresentada durante o seminário de sexta-feira, como um novo modelo de parceria que pode ser seguido pelas Faps.

"Até agora, as parcerias têm sido feitas entre as fundações de amparo à pesquisa e os órgãos de fomento do governo federal. Nós vamos propor a ampliação das parcerias entre as Faps", disse Sena.

O presidente do Confap acredita que, com esta parcerias, os estados que estão na vanguarda em determinadas áreas de pesquisas seja possível contribuir com aqueles em maiores dificuldades. "Essa troca de experiência é importante para o desenvolvimento da pesquisa no País", afirmou Sena.

Cooperação internacional

Durante a reunião, os membros do Confap também vão discutir o acordo de cooperação das instituições brasileiras com a União Européia, para intercâmbio de cursos de pós-graduação na Europa. A União Européia já definiu investimentos de 4 milhões de euros no projeto.

O governo federal também vai injetar o mesmo valor e os estados participantes vão entrar com 2,5 milhões de euros, cada um. "Nessa reunião, as fundações vão aparar as últimas arestas para a formatação dos editais conjuntos. Por enquanto, a Fapeam participa apenas como ouvinte. Ainda vamos estudar melhor esses editais", afirmou Sena.