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Rede de apoio a incubadoras prevê investimento de quase R$1 milhão em dois anos

Publicado em 03 outubro 2007

Foi lançada em São Paulo a Raitec (Rede de Apoio a Incubadoras nos Empreendimentos em Criação). A intenção do projeto é promover o desenvolvimento conjunto de dez incubadoras e 247 empresas, a maioria do ramo de tecnologia.

Ao longo de 24 meses, as incubadoras deverão investir os R$ 981 mil recebidos da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos ) em uma série de atividades, que vão desde cafés tecnológicos, realização de cursos na área, projetos de consultoria em propriedade intelectual e promoção de registro de softwares.

"Também fazem parte dessas ações o aprimoramento dos planos de negócio de pelo menos 50 novos empreendimentos que desejam se candidatar às incubadoras, além da capacitação dos empresários para o acesso a financiamentos oferecidos pelas principais agências de fomento do país", disse o gerente executivo do Cietec (Centro Incubador de Empresas Tecnológicas), Sérgio Risola. "A nossa intenção é aproximar as demandas do mercado das empresas da rede, que estão num raio de 50 quilômetros da capital paulista", afirmou ele.

A rede deverá ainda, segundo Risola, aprimorar o modelo de gestão das incubadoras no acompanhamento de suas empresas por meio de plataformas computacionais integradas.

"Os pequenos e médios empresários, com a agregação do conhecimento dos pesquisadores da academia, representam os atores principais para o desenvolvimento da inovação tecnológica. Então, nada melhor do que criarmos uma rede para que as empresas incubadas gerem riqueza e tenham maiores chances de se tornar globais", disse Cláudio Rodrigues, presidente do Conselho Deliberativo do Cietec e superintendente do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares).

Segundo noticiou a agência Fapesp, um dos métodos para otimizar as atividades propostas pela Raitec, objetivando colocar em contato projetos com natureza semelhante, reside no agrupamento das empresas incubadas nas chamadas "Redes de Cooperação Empresarial". O critério de classificação tem como base o foco de atuação das próprias organizações. Foram criadas redes de cooperação nas áreas de TI - Tecnologia da Informação, com 93 empresas, eletroeletrônico, com 49 empresas, biotecnologia, com 40 empresas, entre outras.