Notícia

Correio da Bahia

Receita de café com Internet fica mais rica

Publicado em 14 junho 2002

Por Magnólia Cavalcante
Que tal um cafezinho com internet? Alguns empresários estão investindo nesta combinação para a abertura de cybercafés, locais onde pessoas alugam o computador para acessar a internet e ainda podem saborear um "menorzinho". A novidade pode virar um bom negócio, principalmente se for associada a outros serviços, como impressão, digitação, escaneamento de imagens, cursos de informática e lanchonete. "Se não agregar serviços, o cybercafé não dá lucro", afirma a empresária Márcia Bessa, que investiu R$120 mil na montagem de uma loja, inaugurada em janeiro deste ano, em Ondina. No local, chamado l_bess@.com, estão disponibilizados quatro computadores, entre outros equipamentos, possibilitando a gravação de CDs, envio de fax, escaneamento de imagens e impressão de textos, além do acesso à internet. O cyber oferece ainda espaço para o cliente ler jornais e revistas ou assistir a um videoclip enquanto faz um lanche ou simplesmente toma um cafezinho. Quem quiser ainda pode participar de cursos realizados no local. Dois funcionários se encarregam de atender e orientar os internautas. "Nosso público é formado basicamente por turistas. Por isso a freqüência varia a depender da época do ano. No Verão, a loja fica lotada, mas neste momento temos poucos visitantes", informou Márcia, que tem um faturamento médio mensal de R$6 mil e um custo de manutenção de R$ 2,8 mil. Ela sabe que o retorno financeiro será lento, mas está confiante. Associar serviços também é o lema de Fernando Nunez, que abriu há um ano e três meses o DVD Cybercafé, na Pituba. Trata-se de uma locadora de DVDs que tem o cybercafé como um atrativo para os clientes. "O cybercafé representa cerca de 10% da minha receita. A procura pelo serviço tem crescido, mas a locadora é nosso carro-chefe", informou o microempresário, que investiu R$ 150 mil no empreendimento. A loja também oferece serviços de impressão e escaneamento, além de lanches. "O cyber-café consegue cobrir seus custos, mas não valeria à perra investir apenas nesta atividade, numa área residencial", afirmou. Para ele, o cyber deve estar situado em local com grande fluxo de pessoas. O negócio mal conquistou os grandes centros urbanos e já começa a se instalar também no interior. Em Santo Antonio de Jesus, três amigos criaram o Cybercafé Bahia Planet, há um ano e meio, com um investimento de R$ 40 mil. "Já tínhamos um site. O cybercafé veio como uma continuação da atividade", conta o sócio Edmundo Andrade. Para incentivar a clientela e promover o local, os sócios incluíram no espaço uma pequena biblioteca, uma minigaleria e um clube de xadrez, além de oferecer serviços de informática e realizar festas em horários fechados. "A cidade ainda está se adaptando. Os maiores freqüentadores são visitantes. Não é fácil investir neste ramo, principalmente no interior. É preciso coragem, paciência e correr atrás para agregar serviços", disse. O próximo projeto do Bahia Planet é realizar cursos rápidos de internet para alunos de escolas públicas, com o patrocínio de empresas. Assim, além de garantir uma receita extra, o cyber-café também estará formando futuros internautas. DIGAS RARA INVESTIR NA ÁREA Antes de comprar os computadores, consulte os fabricantes, exponha suas pretensões e saiba qual o melhor micro a ser adquirido. Lembre-se que as configurações mudam muito rapidamente. Não esqueça dos acessórios, como câmera de vídeo para internet e microfone. É preciso ter pelo menos um funcionário especializado em ensinar aos clientes como lidar com os computadores e com a internet. Além disso, é importante que alguém também conheça hardware para solucionar rapidamente problemas com as máquinas. A conexão com a internet deve ser rápida, o que se configura em um atrativo a mais para a loja, já que boa parte dos clientes pode acessar a internet de casa ou do trabalho com conexões lentas. O servidor que gerência a rede de computadores deve ter um aplicativo para controlar o tempo que cada cliente utiliza as máquinas. Os computadores devem ter softwares de navegação, conexão a hospedeiros exteriores, gerenciamento de e-mails, videoconferências, transferência de arquivos, bate-papos, notícias, compressor e descompressor de arquivos. Aplicativos também são necessários, como os editores de tabelas, textos, banco de dados, apresentações e de imagens. Tenha enciclopédias em software, banco de imagens, banco de sons e programas educacionais para crianças. Disponibilize livros para ensinar a navegar na internet e usar os recursos dos computadores. É interessante que o cybercafé tenha uma home page com domínio próprio (domínio é o endereço da empresa na internet e deve ser registrado na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, através ae pagamento de uma taxa anual). Fonte: Sebrae