Notícia

Gazeta Mercantil

Recadastramento no País

Publicado em 12 maio 1997

Por João Luiz Rosa - de São Paulo
No Brasil, onde o registro dos nomes de domínio na Internet são feitos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a discussão sobre as mudanças nas regras dos endereços virtuais ainda parece distante das provedoras de acesso à rede mundial. "Os registros são feitos por empresas sem fins lucrativos e, por isso, não custam caro", diz Alexandre Goidanich, diretor de tecnologia da NutecNet, uma das maiores provedoras de serviços Internet do país, com mais de 25 mil assinantes e acesso em 26 cidades. "Os custos de adequação, caso as mudanças sejam aprovadas, não deverão ser muito grandes. O que mais preocupa é o preço que será cobrado pelas entidades que administrarão as inscrições na rede", completa o executivo, referindo-se aos 28 novos centros mundiais que cuidariam dos registros, de acordo com a proposta discutida recentemente em Genebra. O cadastramento dos endereços eletrônicos já está passando por uma reestruturação no Brasil, informa Goidanich. "Para inscrever-se é preciso apresentar o CGC da empresa. Só é permitido um domínio por CGC e a Fapesp está fazendo o recadastramento para evitar endereços fantasmas e outras irregularidades".