Notícia

Folha de S. Paulo

Razão e bom humor

Publicado em 07 agosto 2011

Por MÁRCIO SUZUKI
É PROVÁVEL QUE boa parte da atração que o leitor sente ao contato com os textos de David Hume (1711-76) ainda hoje, nos 300 anos de seu nascimento, se deva à saudável inquietação que provocam. Enquanto Descartes (1596-1650) procura extirpar os "preconceitos da infância" à força de uma intensificação hiperbólica da dúvida, lançando mão de recursos retóricos e cênicos como o Gênio Maligno e o Deus enganador, Hume avança teses frontalmente contrárias ao senso comum sem alterar o tom, procurando evitar que o leitor reacenda [...]

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