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R$ 15 milhões para financiar projetos inovadores

Publicado em 30 junho 2016

30/06/2016 – A FAPESP dispõe de até R$ 15 milhões para apoiar projetos inovadores de empresas no âmbito do 3º ciclo de análise do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) em 2016.

 

Os interessados têm até 1º de agosto para apresentar projetos de demonstração da viabilidade tecnológica (Fase 1) ou de desenvolvimento (Fase 2) de um produto ou processo inovador.

 

Na Fase 1, com duração máxima de nove meses, os projetos aprovados contarão com até R$ 200 mil; na Fase 2, com duração máxima de 24 meses, o apoio será de até R$ 1 milhão.

 

Poderão apresentar propostas pesquisadores vinculados a empresas com até 250 empregados, com unidade de P&D no Estado de São Paulo, incluindo empresas ainda não formalmente constituídas – o que deverá ocorrer antes da celebração do Termo de Outorga.

 

Para esclarecer dúvidas em relação à elaboração de propostas, a FAPESP com apoio do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI) e do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (SIMPI) realizará, em 29 de junho, reunião aberta para todos os interessados. O encontro será das 9h às 12h na sede da FAPESP.

 

A experiência da Eleve

 

A cada ciclo de análise, o PIPE seleciona dezenas de empresas surgidas a partir de ideias inovadoras mas que precisam de financiamento para se mostrarem viáveis.

 

Um exemplo é o da Eleve Pesquisa e Desenvolvimento. A farmacêutica Franciane Marquele de Oliveira constituiu a empresa depois de ter aprovada uma proposta de desenvolvimento e caracterização de medicamentos de base nanotecnológica para tratamento de leishmaniose. O contrato com a FAPESP foi assinado em maio de 2016.

 

“Aprovado o projeto, eu e Andresa Berretta nos associamos a outras duas pessoas com experiência na área de negócios para constituir a empresa que está incubada na Apis Flora”, ela diz.

 

Com sede em Ribeirão Preto, a Apis Flora é conhecida por produzir medicamentos à base de mel, própolis e produtos naturais. “Recentemente, a Apis Flora tem também focado em diversificar para atuar em sistema de liberação de fármacos, mas sempre baseado em produtos naturais”, conta Oliveira.

 

Oliveira já tinha liderado um projeto da Apis Flora, apoiado pelo PIPE, que teve como objetivo a criação de um medicamento à base de louro-de-cheiro (Ocotea duckei) para o tratamento da leishmania visceral e tegumentar, causadas por protozoários do gênero Leishmania. Com o apoio da FAPESP, foi desenvolvido um sistema de base nanotecnológica que permite a liberação controlada dos componentes ativos da Ocoeta duckei no tecido infectado. Aprovado em testes de segurança e eficácia in vitro, o produto foi patenteado e a Apis Flora se prepara para iniciar testes in vivo.

 

Agora, à frente da Eleve, Oliveira vai utilizar nanotecnologia para desenvolver novos sistemas de liberação para melhorar o desempenho de fármacos com patentes já expiradas. É o caso do projeto atual, em que será utilizado um novo sistema para um fármaco já utilizado no tratamento da leishmaniose, atualmente administrado por via endovenosa, apresenta uma série de efeitos colaterais e requer uso hospitalar. “A ideia é encapsular o fármaco e produzir um medicamento de uso oral e ainda com liberação alvo específica, reduzindo os efeitos colaterais e aumentando a adesão do paciente ao tratamento”, descreve Oliveira.

 

O “protótipo” do projeto estará pronto em julho, ela garante. “Já estamos em contato com empresas multinacionais para avaliar o interesse pela tecnologia e seu licenciamento”, adianta.

 

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