Notícia

O Nacional

R$ 11,5 mil por minuto

Publicado em 02 julho 2007

Levantamento inédito feito pela ONG Transparência Brasil revelou que o Congresso Nacional tem o custo mais alto para a população em comparação aos parlamentos de 11 países. De acordo com o estudo, o Congresso brasileiro gasta R$ 11.545,04 por minuto com os 513 deputados e 81 senadores.

O custo do mandato de cada um dos 513 deputados federais é de R$ 6,6 milhões por ano. Já o custo anual de cada um dos 81 senadores é de R$ 33,1 milhões. Com base nesses números, o estudo mostrou que o custo médio com os 594 parlamentares é de R$ 10 milhões por ano.  Nos legislativos europeus mais o Canadá, a média do custo por parlamentar é de cerca de R$ 2,4 milhões por ano.

De acordo com o estudo, se o Congresso Nacional mantivesse o mesmo orçamento e gastasse um valor compatível com o europeu, o parlamento brasileiro deveria ter 2.556 parlamentares.

Custo por habitante

O estudo revelou que o custo por habitante do Legislativo brasileiro é de R$ 32,49 por ano, e ocupa o terceiro lugar na lista dos países pesquisados. Os dois primeiros são Itália, que gasta R$ 64,46 e da França, com R$ 34 por habitante.


Conferência Municipal de Saúde

A Prefeitura de Passo Fundo, através da Secretaria de Saúde e o com apoio do Conselho Municipal de Saúde, está organizando a realização a VI Conferência Municipal de Saúde. O evento deve acontecer nos dias 3 e 4 de agosto com o tema Saúde Qualidade de Vida: políticas de Estado. A finalidade do evento é efetivar a participação popular na construção de diretrizes do Sistema Único de Saúde no município. Para a criação do documento base de sugestões e reivindicações, uma equipe formada pela secretaria e pelo Conselho de Saúde está promovendo pré-conferências em diversos distritos sanitários.


Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres

Durante a 3ª Conferência de Políticas Públicas para as Mulheres, no sábado, foram debatidas as 1.159 resoluções elaboradas por 8.747 pessoas presentes nas 59 conferências realizadas nos meses de março e abril. As diretrizes aprovadas dizem respeito à organização política e social feminina, ao trabalho urbano e rural, saúde, direitos sexuais e reprodutivos, educação, ecologia, combate à violência e proteção às mulheres em situação de risco social, servindo de base para elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, o qual objetiva contribuir para que haja ações efetivas na melhoria das condições de vida das gaúchas.

Pela manhã, foi assinado o acordo de compilação que celebra a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e o governo do Estado, visando à organização de compromisso entre as partes para a implantação das ações previstas nas áreas de atuação do Plano Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres.


Democracia abalada

A cada nova crise envolvendo parlamentares, juízes ou políticos, a confiança dos brasileiros no funcionamento da democracia é abalada. Essa é a conclusão de uma pesquisa inédita, patrocinada pela Fapesp e coordenada pelo cientista político José Alvaro Moisés, da Universidade de São Paulo, em junho de 2006, para a qual foram feitas 2.004 entrevistas em todo o país. O número de pessoas que dizem preferir a democracia a qualquer outro sistema ficou em 68,1%. Em 1989, eram 51%.

Entretanto, 81% dessas pessoas desconfiam dos partidos e 76% do Congresso. O regime democrático parece estar consolidado no país, mas as pessoas têm uma relação paradoxal com ele. Ao mesmo tempo em que a maioria diz preferir a democracia, grande parte da população também desconfia de instituições como partidos, Congresso e Justiça.


Corrupção

Os brasileiros tendem a ser muitos críticos com a corrupção dos políticos. No entanto uma significativa porcentagem revelou que também cederia à corrupção. Enquanto 97,6% condenam o desvio de recursos públicos para uso em campanha eleitoral, 19,4% dizem que, se fossem políticos, fariam caixa 2 "se não tivesse outro jeito", 6,3% fariam às vezes e 4% fariam sempre.