Notícia

Vegetarianos

Questão de pele

Publicado em 01 setembro 2009

Há quinze anos, a professora Silvya Stucchi, do Laboratório de Patologia do Departamento de Análise Clínicas e Toxicológicas, da Faculdade de Farmácia da Universidade de São Paulo (USP), vem estudando uma maneira de desenvolver pele artificial em laboratório. Este ano, no entanto, ela e a professora Silvia Berlanga puderam comemorar uma conquista. As duas atingiram o onjetivo e ainda conseguiram apoio financeiro da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para criar órgão - considerado o maior do corpo humano. A novidade, segundo a professora Stucchi, poderá substituir farmacêuticas e de cosméticos "Substituir o uso dos animais em testes toxicológicos é a idéia dessas indústrias porque isso já é uma demanda mundial".

Ela explica que a pele artificial é obtida a partir de celular de doadores humanos e aprimora testes de irritabilidade de cosméticos, por exemplo, que normalmente são feitos em córneas de coelhos, segundo a professora. "Os testes feitos na pele artificial são tão eficientes quando o modelo antigo. E ainda é possível otimizar o processo porque a pele pode ser usada várias vezes". Stucchi conta que algumas empresas já a procuram para saber mais sobre o projeto, porém, o nome delas ainda é sigilo. "Nossa missão é apresentar produtos transformados. Buscamos sempre a inovação", comentou a pesquisadora.