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Queda de Super Tucano da Embraer nos EUA coloca em risco a venda de caças

Publicado em 26 junho 2018

A queda nos Estados Unidos de um avião A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, pode atrapalhar a aeronave na seleção do governo americano para adotar um avião leve de ataque e reconhecimento.

No acidente, na última sexta-feira, durante testes com a aeronave na Base Aérea de Holloman, no Novo México, os dois tripulantes conseguiram se ejetar.

No sábado, a Marinha dos EUA confirmou a morte do tenente Christopher Carey Short, um dos pilotos. A causa do acidente está sob investigação.

Por meio de nota, a Embraer disse que coopera com as investigações. "A Embraer e a SNC estão cooperando com a Força Aérea dos Estados Unidos na investigação, e se solidarizam com os familiares e entes queridos da tripulação e todos os afetados".

O A-29 Super Tucano que disputa a seleção dos militares americanos há quase um ano é fabricado na Flórida (EUA), em uma parceria entre a Embraer e a SNC (Sierra Nevada Corporation), dos EUA.

A aeronave é adotada por 14 Forças Aéreas no mundo e é considerado o melhor em sua categoria, além de ter um custo de operação classificado como baixo.

A encomenda dos americanos é para comprar, inicialmente, 15 aviões da Embraer, mas a encomenda total pode chegar a US$ 1,2 bilhão --mais de 80 aeronaves.

Em dezembro do ano passado, a venda de 12 A-29 Super Tucano para a Nigéria foi aprovada pelos Estados Unidos, que financia o negócio. Com armas e serviços, os aviões custaram US$ 593 milhões.

Em 2014, outros 20 Super Tucano foram comprados pelos EUA para entregar à Força Aérea do Afeganistão. No ano passado, um desses aviões sofreu uma falha de potência do motor e caiu na Geórgia. Os dois pilotos conseguiram se ejetar em segurança. Até agora não se sabe a causa deste acidente.

Os dois acidentes podem atrapalhar os planos da Embraer em vencer a seleção nos Estados Unidos. O principal rival da fabricante brasileira é o avião AT-6 Wolverine, feito pela americana Beechcraft.

Fapesp e Boeing discutem colaborações em pesquisa

A Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa de São Paulo) discute com a fabricante norte-americana Boeing parcerias na área de pesquisa. Executivos da companhia, como Charles Toups, vice-presidente da Boeing Research & Technology, visitaram o órgão estadual nos últimos meses. Ele participou de workshop e conheceu projetos de pesquisa apoiados pela Fapesp em parceria com empresas.

A Boeing, que negocia com a Embraer uma combinação de negócios, também se encontrou com pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da USP (Universidade de São Paulo) para discutir propostas de pesquisa colaborativa.

Da redação@jornalovale