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UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Quatro dias de história da arte em colóquio do CBHA na Unicamp

Publicado em 13 outubro 2011

Por Luiz Sugimoto

A Unicamp sedia pela segunda vez o Colóquio do Comitê Brasileiro de História da Arte (CBHA), no período de 18 a 21 de outubro, no auditório do Instituto de Artes - a primeira vez foi no final dos anos 1990. O tema desta 31ª edição é "[Com/Con] Tradições na História da Arte", com a participação de destacados pesquisadores da área de artes e atuantes em diferentes instituições de ensino superior do país, bem como de críticos, historiadores e curadores estrangeiros. Estudantes de diversos programas de pós-graduação apresentarão pôsteres com os resultados de suas pesquisas. Além disso, todos os interessados em atualizar o conhecimento nesta área poderão se inscrever como ouvintes, pessoalmente durante o evento ou através do site, que traz a programação completa dos quatro dias, além dos currículos e resumos dos trabalhos dos participantes.

"Os temas dos colóquios procuram sempre congregar pesquisas de diferentes períodos, e não apenas sobre arte moderna ou antiga. Nessa edição, a proposta é discutir como as reflexões em torno do conceito de tradição se fazem presentes no campo da história da arte, por vezes de uma maneira afirmativa, por vezes de uma maneira ambígua. Jogamos com a ideia de trabalhar "com tradições" e, juntamente, expor as "contradições"", explica Maria de Fátima Morethy Couto, professora do IA e atual presidente do CBHA (2010-2013).

Fundado em 1972, o CBHA é uma associação de professores e pesquisadores dedicados a estudos no campo da história da arte brasileira e internacional. Filiado ao Comité Internacional d"Histoire de l"Art (CIHA), busca estabelecer condições de intercâmbio com pesquisadores e instituições internacionais e estimular, por meio de seus colóquios anuais, a divulgação das pesquisas realizadas por seus membros, promovendo a comunicação e a troca de conhecimentos entre a disciplina e campos correlatos. "O Comitê possui oitenta membros, todos atuantes na área e das mais diferentes regiões do Brasil", diz Fátima Morethy.

Segundo a presidente do CBHA, os colóquios sempre contam com palestrantes estrangeiros, sendo que a opção para este ano foi por convidar pesquisadores da América Latina, a fim de estreitar os laços com os vizinhos e verificar como o tema vem sendo estudado na região. "Teremos as conferências de abertura, com Alvaro Medina (da Colômbia) e Laura Malosetti Costa (da Argentina), e as conferências de encerramento, no dia 21, com Ariel Jiménez (da Venezuela) e Gerardo Mosquera (de Cuba)."

Afora as conferências, a programação traz 40 comunicações de membros do Comitê e a apresentação presencial de 20 pôsteres de pós-graduandos, além do lançamento de livros e de shows musicais. O 31º Colóquio do Comitê Brasileiro de História da Arte vai girar em torno dos seguintes eixos: Circulação e transferência, migrações e contaminações; Imagem e materialidade na história da arte; Modelos, cópias e ressignificações; Instituições, fronteiras e marginalidade; Coexistências, anacronismos, coesão e ambiguidade; Intenções e interpretações, atribuições e legitimações; Estratégias de subversão e assimilação.

"Uma das propostas na concepção do colóquio é que todos vejam e discutam os trabalhos de todos, daí a concentração das atividades no auditório do IA. Se houvesse sessões simultâneas, o evento poderia se dar em dois dias, mas decidimos por quatro dias para que as pessoas possam conferir a programação completa. Para viabilizar o encontro, contamos com apoio de Capes, CNPq, Faepex, Faperj e Fapesp. É importante lembrar, também, que todo colóquio resulta em uma publicação", ressalta Fátima Morethy.