Segundo estimativas da Cruz Vermelha, o surto de ebola causado pela rara cepa Bundibugyo na República Democrática do Congo ainda não atingiu seu pico e pode se estender por até um ano. Declarado em maio, o surto desafia as autoridades sanitárias porque não há vacina nem tratamento aprovado para essa variante do vírus, tornando o controle da transmissão dependente principalmente da vigilância epidemiológica e do isolamento de casos.
A cúpula do G7, que está passando por sua reunião anual, pediu uma resposta forte ao surto da doença, com o objetivo de evitar a transmissão do vírus para outros territórios. A crise em questão, no entanto, é uma das consequências da intransigência dessas mesmas nações em relação ao acordo de pandemias, tema abordado pelo Outra Saúde em nota recente.
Cresce, também, a incerteza sobre o apoio internacional. Embora os Estados Unidos afirmem ter destinado mais de US$ 270 milhões para a resposta ao surto, países e organizações que atuam na linha de frente relatam desconhecer como esses recursos estão sendo distribuídos. A falta de transparência e a redução do engajamento com a Organização Mundial da Saúde levantam preocupações sobre a coordenação da resposta internacional diante do avanço da doença.
Anvisa monta grupo de trabalho para analisar Butantan-DV
Nesta terça-feira (16), foi formalizada a instituição do grupo de trabalho da Anvisa para investigar eventos adversos associados à vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A equipe reunirá representantes de diferentes áreas técnicas da agência e deve analisar os casos registrados após a aplicação do imunizante. A portaria 715/2026 foi publicada no Diário Oficial da União.
A vacinação com a Butantan-DV foi interrompida como uma medida de precaução após o sistema de vigilância do Ministério da Saúde identificar 42 casos de reações adversas preocupantes em pessoas vacinadas, incluindo três casos classificados como graves e duas mortes (uma mulher de 48 anos e um homem de 58 anos). O grupo de trabalho coordenará a investigação para entender qual a ligação dos casos e óbitos com o imunizante.
• Crianças e crise climática
Relatório do Unicef mostra que quase metade das crianças do planeta está exposta simultaneamente a pelo menos três ameaças relacionadas às mudanças climáticas, como ondas de calor, enchentes, secas e poluição do ar. Quase todas, mesmo em nações ricas, sofrem com pelo menos um desses eventos climáticos. Saiba mais
• Monitoramento de zoonoses
A Fiocruz retomou uma rede nacional voltada ao monitoramento de doenças transmitidas de animais silvestres para humanos. Em parceria com o Ministério da Saúde, a iniciativa busca fortalecer a vigilância de zoonoses como a hantavirose por meio da capacitação de profissionais das secretarias estaduais e municipais de saúde. Conheça a iniciativa
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou uma reunião para debater uma proposta que cria a “internação compulsória humanizada”, despertando forte resistência de parlamentares, especialistas e do movimento antimanicomial. Entenda o problema