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Quanto custa o funcionamento de boas universidades?

Publicado em 12 julho 2019

A revista Pesquisa Fapesp publica levantamento sobre dispêndios de universidades intensivas em pós-graduação no Brasil, na Europa e nos EUA. Os dados mostram que os valores de dispêndio por matrícula para as universidades paulistas estão muito abaixo daqueles para as demais universidades analisadas, incluindo as públicas dos EUA

A revista Pesquisa Fapesp fez um levantamento dos dispêndios de universidades intensivas em pós-graduação. Apresenta tabela com dados para 2017, de matrículas de graduação e de pós-graduação (PG), de títulos de doutorado concedidos, de dispêndio total e de dispêndio por matrícula, para algumas universidades intensivas em PG (ao menos 20% das matrículas nesse nível), incluindo as estaduais paulistas, 18 instituições públicas e privadas (sem fins lucrativos) dos EUA e três universidades britânicas.

Apesar de serem as universidades públicas brasileiras mais bem financiadas, os dados mostram que os valores de dispêndio por matrícula para as universidades paulistas estão muito abaixo daqueles para as demais universidades analisadas, incluindo as públicas dos EUA.

Os dados do gráfico indicam que quanto mais intensiva em pós-graduação, maior o valor do dispêndio por aluno da instituição, o que se confirma por regressão linear do logaritmo do dispêndio por aluno em função da porcentagem das matrículas em PG.

Essa regressão indica que acrescentar 10 pontos percentuais na participação da PG nas matrículas se associa a aumentar em cerca de 40% o orçamento por aluno matriculado na instituição (para esse grupo de instituições).

Confira o levantamento: Revista Pesquisa Fapesp