Notícia

Gazeta de Limeira

Qualidade e quantidade de água no Pinhal são temas de projeto de estudante

Publicado em 20 setembro 2002

Desde o início do ano, Michele Stradiotto, 22, estudante do quarto ano de Tecnologia em Controle Ambiental do Ceset/Unicamp desenvolve um estudo de vazão e qualidade da água na Bacia do Ribeirão do Pinhal. As análises irão contribuir para melhorar a preservação desse que é um dos rios que abastecem Limeira - o outro é o Jaguari. A prefeitura tem se preocupado com a questão há algum tempo. Em 1999 foi sancionada a lei 222 que criou a Zona de Proteção do Manancial do Ribeirão do Pinhal. Segundo o biólogo Rogério Mesquita, da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), "o objetivo é controlar o uso desenfreado da água". Com isso, qualquer empresa que se instalar próxima à área de proteção tem que se adequar aos termos de responsabilidade. A idéia do atual estudo surgiu após Michele realizar um estágio na secretaria ano passado. "É a primeira vez que é desenvolvido um estudo mais aprofundado dessa bacia, também composta pelos rebeirões Tabajara e dos Pires", contou Michele. O projeto de iniciação científica da universitária é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), além de contar com suporte técnico e estrutural da Sema e da Águas de Limeira. Segundo Michele, são realizadas medições em 12 pontos diferentes da bacia, que tem uma área de 305 Km2. Os fatores que influenciam na vazão do rio são as chuvas, a irrigação e a mata ciliar. De acordo com o orientador do projeto, o engenheiro agrônomo e professor da Unicamp, Dirceu Brasil Vieira, a mata, que deve ocupar 30 metros de largura ao longo de cada margem do rio, está com um déficit de 860 mil mudas. "A irrigação irregular e os loteamentos clandestinos são os fatores que mais prejudicam a quantidade e a qualidade da água", contou a estudante. Michele disse que a situação pode estar bem mais crítica, já que muitas das análises das áreas ocupadas são feitas através de fotos aéreas tiradas em 1998. Após concluídos, os levantamentos atuais vão facilitar futuras medições no Pinhal. Com os números, será elaborada uma Curva Chave, que estabelece equações de parâmetros para novos estudos. "Vai ser possível medir a quantidade de água e a velocidade com menos trabalho", relatou Michele. O projeto termina em dezembro. (FS)