Notícia

Jornal de Jundiaí

Qualidade dos trabalhos é destaque no Encontro de Iniciação Científica

Publicado em 29 setembro 2013

O VI Encontro de Iniciação Científica e o I Encontro de Pesquisa e Inovação Tecnológica apresentaram trabalhos de alto nível nas áreas de humanas, exatas e biológicas. O evento, realizado no campus Professor Pedro C. Fornari, contou com a participação de estudantes de diversos cursos. O representante do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Prof. Doutor João Paulo Mardegan Issa, também marcou presença no encontro. Segundo o avaliador externo do CNPq, os projetos desenvolvidos pelos alunos foram de grande qualidade técnica. “Ao meu ver são trabalhos que atendem o objetivo, é evidente que existem alguns deles que chamaram mais a minha atenção, mas de maneira geral fiquei satisfeito com o que observei”, relatou. De acordo com João Paulo, o UniAnchieta é modelo a ser seguido não apenas na região como em outras partes do País. “Percebi conversando com os professores que a instituição tem uma preocupação especial nesse sentido. A maior prova disso é o incentivo que ela dá para os estudantes ingressarem na Iniciação Científica”. O evento foi aberto com a palestra “O que ganhamos com a Pesquisa em Iniciação Científica”, ministrada pela Profa. Doutora Maria Carolina Scoz, da Esef.

Para Maria Carolina, através da realização do Encontro de Iniciação Científica e o Encontro de Pesquisa e Inovação Tecnológica, o Centro Universitário mostra uma preocupação fundamental na formação dos estudantes. “É uma instituição que vem se desenvolvendo ao longo do tempo e merece todo o respeito, pois ela conta com profissionais de elevada qualidade e competência”.

PROJETOS

“O Estudo da atividade antioxidante de formulações cosméticas da empresa Mezzo Dermocosmésticos”. Este foi o tema do trabalho realizado pela estudante de Farmácia, Cintia Prado de Gusmão. Contemplada com uma bolsa PIBIC/CNPq, a aluna disse que começou o projeto após conversa com professores do curso. “Graças ao incentivo da coordenadora Erica Ribas e da professora Patrícia Sampaio, consegui concluí-lo. Sempre tive bom desempenho nas aulas de laboratório e isso facilitou todo o processo”. Há 12 meses desenvolvendo a pesquisa, a universitária explicou que o estudo foi prorrogado por mais seis meses.

“Percebo que tudo isso vem sendo muito bom para a minha formação. Através da Iniciação Científica minha visão foi ampliada”.

De acordo com Cintia, o trabalho tem como objetivo mostrar a atividade antioxidante das fórmulas cosméticas. “Observei três compostos diferentes e a ideia é saber se essas substâncias são realmente eficazes no combate ao envelhecimento”. Outro projeto de bastante destaque foi produzido pela aluna de Fisioterapia, Larissa Gabriela Rocha. Denominado “Efeitos da massoterapia nas concentrações de serotonina em pacientes com fibromialgia”. O estudo iniciou em outubro do ano passado e teve como objetivo provar que a massagem pode colaborar no tratamento da doença. “Ela pode sim ser considerada como tratamento alternativo”, ressaltou Larissa.

AVALIAÇÃO

Segundo o Diretor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão do UniAnchieta, João Antonio de Vasconcellos, o evento é de grande importância para a instituição, pois encerra as atividades desenvolvidas durante o ano pelos alunos e seus orientadores e mostra um elevado engajamento da equipe em melhorar o padrão de ensino cada vez mais. “O apoio dado à pesquisa traz resultados para todos, pois, por meio dela os orientadores adquirem maior experiência profissional e a instituição se preocupa, cada vez mais, em oferecer oportunidades aos seus estudantes, que, por sua vez, melhoram o seu desempenho acadêmico”. Para João, os projetos apresentados durante o encontro mostraram um elevado nível técnico. “A cada ano percebemos melhora nos resultados apresentados; isso se deve à evolução do trabalho desenvolvido por toda a equipe do UniAnchieta. As avaliações têm sido cada vez mais positivas, tanto que, nos últimos dois anos, aumentamos o número de bolsas financiadas pelo CNPq (de três para seis) e, atualmente, também temos dois projetos fomentados pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo)”.