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Ambientebrasil

Qualidade do ar nas megacidades

Publicado em 20 julho 2010

Um projeto implementado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com instituições de pesquisa da América do Sul, integrará tecnologias computacionais do continente com o objetivo de gerar previsões e avaliar a qualidade do ar de quatro metrópoles da América do Sul: Santiago, Buenos Aires, São Paulo e Rio de Janeiro.

O projeto, intitulado "Emissões, Megacidades e Clima na América do Sul" (South American Emissions, Megacities and Climate - SAEMC), foi implementado pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e pelo Centro de Ciências do Sistema Terrestre (CCST), ambos do Inpe, e pelo Centro de Modelamento Matemático da Universidade do Chile.

O SAEMC conta com o apoio do Instituto Interamericano para Pesquisas de Mudanças Climáticas (IAI), e colaboração de 13 instituições de pesquisa da América do Sul, incluindo a Universidade de São Paulo. O projeto tem ainda a participação da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos.

Segundo o Inpe, a tecnologia utilizada para a integração de diferentes recursos computacionais, conhecida como grid computing, pode ser aplicada a projetos que envolvam a execução de modelos numéricos processados em supercomputadores e clusters situados geograficamente em locais distantes, dentro e fora do Brasil.

Pesquisadores localizados em diferentes instituições do continente que não possuem recursos de computação de alto desempenho serão importantes beneficiários e poderão em breve acessar remotamente os recursos computacionais.

As instituições de pesquisa que integram o SAEMC vêm gerando desde 2006 previsões e cenários de qualidade do ar das quatro metrópoles sul-americanas.

A primeira etapa, que envolveu o desenvolvimento das tecnologias de grade computacional e o desenvolvimento de um portal, já foi concluída. O portal será acoplado à grade computacional e estabelecerá o uso compartilhado das diversas bases computacionais.

Uma das vantagens é que ele centralizará o acesso ao sistema e permitirá a otimização dos recursos computacionais na geração de gráficos e elementos visuais. Na próxima etapa, os pesquisadores usuários da rede detalharão as necessidades de recursos e aplicativos que estarão à disposição no portal. (Fonte: Agência Fapesp)