Com o aumento dos casos de dengue em várias regiões do país, estados brasileiros começaram a ampliar as campanhas de vacinação para tentar conter o avanço da doença.
Em São Paulo, a aplicação do imunizante já faz parte das estratégias adotadas pelo governo estadual para reduzir os casos graves e evitar novas mortes provocadas pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
Além de iniciar a distribuição das doses, o estado também divulgou quem pode receber a vacina, onde a imunização está disponível e quais cuidados devem ser seguidos antes e depois da aplicação.
Quais são os grupos que podem ter a vacina da dengue? Confira
A vacinação ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e contempla grupos específicos definidos pelas autoridades de saúde.
Entre os públicos autorizados a receber a vacina contra a dengue estão adolescentes entre 10 e 14 anos, profissionais da área da saúde e pessoas com 59 anos de idade.
No caso dos adolescentes, a imunização segue o esquema tradicional com duas doses da vacina QDenga, produzida pela farmacêutica Takeda.
Já para adultos de 59 anos e trabalhadores da saúde, a aplicação acontece com a vacina de dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan.
A campanha inclui profissionais que atuam tanto na rede pública quanto na rede privada, ampliando o alcance da proteção em um momento de preocupação com o aumento de infecções.
A escolha da faixa etária de 59 anos não ocorreu por acaso. O Instituto Butantan ainda realiza estudos clínicos com pessoas acima dos 60 anos para avaliar a segurança e a eficácia do imunizante nessa população.
Enquanto os testes continuam, o governo optou por liberar a vacina para quem ainda não completou 60 anos.
As autoridades também orientam a população sobre os intervalos necessários entre a vacina contra a dengue e outros imunizantes.
Segundo a recomendação atual, vacinas inativadas devem respeitar um intervalo mínimo de 24 horas. Já as vacinas atenuadas exigem uma espera de pelo menos 30 dias após a dose contra a dengue.
A medida busca evitar dificuldades na identificação de possíveis reações adversas.
Casos de dengue cresceram em SP
A importância da vacinação ganhou ainda mais destaque após o crescimento expressivo dos casos da doença em São Paulo.
Somente nos primeiros meses de 2026, o estado registrou dezenas de milhares de infecções e confirmou mortes relacionadas à dengue.
A doença costuma provocar febre alta, dores no corpo, manchas vermelhas e mal-estar, mas também pode evoluir para quadros graves com hemorragias e risco de morte.
Especialistas reforçam que a vacinação, combinada ao combate aos focos do mosquito, continua sendo uma das principais formas de proteção coletiva contra a dengue.