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PUC Notícias (Goiás)

PUC Goiás participou da posse do novo Presidente do CNPq

Publicado em 31 janeiro 2011

O engenheiro Glaucius Oliva é o novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), empossado no dia 27 deste mês. O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante, ao presidir a solenidade, lembrou os desafios e as metas a serem alcançadas pela nova gestão: ``Nós precisamos mostrar mais o que faz um cientista para a sociedade. Precisamos abrir o diálogo com a nova geração para despertar o interesse. O Brasil precisa combater a pobreza e distribuir renda por meio da Inovação``, afirmou.

A Pontifícia Universidade Católica de Goiás prestigiou a solenidade de posse, representada pela coordenadora de Pós-Graduação `Stricto Sensu`, professora doutora Ana Christina Sanches, e a assessora da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, Maria Salete Silva Pontiere Nascimento. Nos cumprimentos, o novo Presidente do CNPq disse às representantes da PUC Goiás da proximidade de Goiás, da intenção de trabalho conjunto com a Universidade e reafirmou as suas prioridades. Veja mais fotos.

SOLENIDADE

A solenidade de posse ocorreu na tarde de quinta-feira, na sede do CNPq, em Brasília. O novo presidente do CNPq tem 51 anos e criou e coordenou o Laboratório de Cristalografia de Proteínas e Biologia Estrutural do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), onde até hoje é professor titular e do qual já foi diretor. Também é Coordenador do CEPID / Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural (CBME) da FAPESP e também do INCT de Biotecnologia Estrutural e Química Medicinal em Doenças Infecciosas do MCT/CNPq, Ministério da Saúde e FAPESP (INBEQMeDI). O currículo Lattes de Glaucius Oliva pode ser visto em http://lattes.cnpq.br/3107924103069456.

Carlos Aragão, que deixou o cargo, dirigiu o CNPq por exatamente um ano. Sua gestão ficou marcada pelo esforço em incrementar a área de inovação, para a qual foram destinadas em 2010 cerca de sete mil bolsas de fomento tecnológico, e a internacionalização da Agência, em que foram investidos R$ 44 milhões em operações multilaterais e bilaterais com diversos países. Também, houve uma revisão profunda dos mecanismos de avaliação e acompanhamento das atividades apoiadas pelo CNPq, ainda em andamento e feita em conjunto com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Na despedida, lembrou as importantes parcerias firmadas com ministérios, empresas e, principalmente, com as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, que possibilitaram duplicar os recursos originais destinados ao apoio do fomento à ciência, tecnologia e inovação.

Em seu discurso, Oliva ressaltou os avanços alcançados pela ciência brasileira nos últimos anos: ``Temos hoje uma respeitável comunidade científica e tecnológica, como atestam os números da Plataforma Lattes do CNPq, onde estão hoje registrados mais de 1,7 milhões de currículos, entre os quais 135 mil doutores e 237 mil mestres, distribuídos nos mais de 27 mil grupos de pesquisa cadastrados no Censo 2010 do Diretório de Grupos de Pesquisa (DGP). O Brasil produz hoje 2,7% de toda a ciência mundial, e tem liderança reconhecida em várias áreas do conhecimento, como a agricultura tropical, a geofísica e a engenharia associada à prospecção de petróleo e gás em águas profundas, e a parasitologia, apenas para ficar em alguns exemplos``.

Sobre a instituição, disse que em 2010 o CNPq atendeu a mais de 80 mil bolsistas; investiu R$ 1,85 bilhão em formação de recursos humanos e fomento à pesquisa; avaliou 74 mil solicitações, submetidas aos 70 editais lançados no ano; tem 64 mil processos vigentes e custo operacional inferior a 5% do orçamento. Foram também criadas, disse ele, mais 14 mil bolsas de iniciação científica, mil bolsas de produtividade em pesquisa e quatro mil de mestrado e doutorado. Oferece ainda sete mil bolsas de fomento tecnológico e um programa (RHAE) integralmente dedicado às empresas, com bolsas para incorporar pessoal qualificado em P&D. E, sem ônus para as atividades-fim, o CNPq terminou o ano com uma nova sede em Brasília, adequada para atender suas necessidades nas próximas décadas.

O ministro da Ciência e Tecnologia Aloizio Mercadante lembrou que em seus 60 anos de existência o CNPq contribuiu muito para formar a inteligência do Brasil e destacou os critérios que nortearam a escolha do professor Glaucius Oliva para a presidência do Conselho: uma longa e reconhecida carreira acadêmica, além da experiência como diretor de Engenharias, Ciências Exatas e Humanas e Sociais da Agência. O Ministro também sugeriu que a forma de aferir a produção de conhecimento deve ser ampliada, não se limitando a títulos, prêmios e publicações, além de destacar a importância de gerar valor agregado para a biodiversidade nacional.