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Remade - Porto Nacional da Madeira

Proximidade inédita

Publicado em 22 fevereiro 2010

De longe, parece uma batata. Mas não é apenas o formato que faz de Fobos, uma das duas luas de Marte - a outra é Deimos -, um objeto inusitado.

No Sistema Solar, Fobos é o satélite mais próximo de seu planeta - está a menos de 6 mil quilômetros da superfície marciana. Tão próximo que sua órbita desce cerca de 1,8 metro por século. Por conta disso, em 50 milhões de anos será destruído pela gravidade marciana ou cairá sobre o planeta.

Para compreender melhor o satélite marciano, a Mars Express começou esta semana uma série de sobrevoos que irá até o fim de março. A sonda europeia chegará cada vez mais próxima de Fobos até que, no dia 3 de março, estará a apenas 50 quilômetros de sua superfície.

Os responsáveis pela missão esperam que os dados colhidos possam ajudar a entender a origem da lua marciana. Estima-se que ela tenha sido um asteróide que foi capturado pela gravidade do planeta.

"Como a Mars Express está em uma órbita elíptica e polar com uma distância máxima de cerca de 10 mil quilômetros de Marte, ela passa regularmente por Fobos. Isso representa uma oportunidade excelente para investigar o satélite", disse Olivier Witasse, cientista da missão.

A distância de apenas 50 quilômetros não estava prevista inicialmente, mas em 2009 os responsáveis pela missão tiveram que ajustar a órbita da sonda para que pudessem examinar melhor o planeta. Com o ajuste, surgiu a oportunidade.

Os sobrevoos representaram uma chance inédita de mapear o campo gravitacional do satélite. Segundo os cientistas da Agência Espacial Europeia, a pequena distância permitirá registrar diferenças na atração de Fobos, dependendo de que parte estiver mais próxima da sonda em determinado momento.

Com isso, será possível inferir detalhes sobre a estrutura interna da lua marciana. Passagens anteriores da sonda permitiram fazer estimativas a respeito da massa e do volume do satélite, a ponto de os cientistas estimarem que partes dele parecem ser ocas.

"Se soubermos mais sobre a estrutura de Fobos, podemos tentar entender melhor como ele foi formado", disse Witasse.

Agência FAPESP - De longe, parece uma batata. Mas não é apenas o formato que faz de Fobos, uma das duas luas de Marte - a outra é Deimos -, um objeto inusitado.

No Sistema Solar, Fobos é o satélite mais próximo de seu planeta - está a menos de 6 mil quilômetros da superfície marciana. Tão próximo que sua órbita desce cerca de 1,8 metro por século. Por conta disso, em 50 milhões de anos será destruído pela gravidade marciana ou cairá sobre o planeta.

Para compreender melhor o satélite marciano, a Mars Express começou esta semana uma série de sobrevoos que irá até o fim de março. A sonda europeia chegará cada vez mais próxima de Fobos até que, no dia 3 de março, estará a apenas 50 quilômetros de sua superfície.

Os responsáveis pela missão esperam que os dados colhidos possam ajudar a entender a origem da lua marciana. Estima-se que ela tenha sido um asteróide que foi capturado pela gravidade do planeta.

"Como a Mars Express está em uma órbita elíptica e polar com uma distância máxima de cerca de 10 mil quilômetros de Marte, ela passa regularmente por Fobos. Isso representa uma oportunidade excelente para investigar o satélite", disse Olivier Witasse, cientista da missão.

A distância de apenas 50 quilômetros não estava prevista inicialmente, mas em 2009 os responsáveis pela missão tiveram que ajustar a órbita da sonda para que pudessem examinar melhor o planeta. Com o ajuste, surgiu a oportunidade.

Os sobrevoos representaram uma chance inédita de mapear o campo gravitacional do satélite. Segundo os cientistas da Agência Espacial Europeia, a pequena distância permitirá registrar diferenças na atração de Fobos, dependendo de que parte estiver mais próxima da sonda em determinado momento.

Com isso, será possível inferir detalhes sobre a estrutura interna da lua marciana. Passagens anteriores da sonda permitiram fazer estimativas a respeito da massa e do volume do satélite, a ponto de os cientistas estimarem que partes dele parecem ser ocas.

"Se soubermos mais sobre a estrutura de Fobos, podemos tentar entender melhor como ele foi formado", disse Witasse.

Fonte: Envolverde/Agência Fapesp