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Proteína encontrada no veneno da surucucu pode ajudar hipertensos (24 notícias)

Publicado em 07 de dezembro de 2023

Cientistas do Instituto Butantan e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) investigam serpentes peçonhentas brasileiras em busca de novos componentes para remédios. Em dois estudos diferentes, apoiados pela Fapesp, o grupo identificou peptídeos — fragmentos de proteína — que podem beneficiar pessoas que tratam a pressão alta (hipertensão) devido ao potencial efeito anti-hipertensivo.

Como é retirado o veneno das serpentes para o soro antiofídico?

Um dos peptídeos mais promissores para os hipertensos foi encontrado no veneno da surucucu-pico-de-jaca ou apenas surucucu ( Lachesis muta ). Enquanto isso, outro foi localizado nas toxinas hemorrágicas da jararaca-de-barriga-preta ( Bothrops cotiara ), também conhecida como cotiara.

Potencial dos venenos “Os venenos não cansam de nos surpreender” pelo seu potencial, afirma Alexandre Tashima, professor da Escola Paulista de Medicina da Unifesp e coordenador dos estudos, para a Agência Fapesp.

Embora os estudos com o veneno desses animais já seja tradição na ciência brasileira, novas análises sempre podem identificar moléculas e peptídeos com usos desconhecidos na medicina. “Apesar de tanta tecnologia disponível, ainda há muito a ser estudado nessas toxinas”, acrescenta o pesquisador.

Quando se pensa nas cobras, algumas espécies estão em risco de extinção e, se não forem estudadas hoje, podem nunca mais ser. “Temos que aproveitar a sorte de poder estudar essas espécies, pois muitas devem ter sido extintas antes mesmo de serem conhecidas”, comenta Tashima.

Surucucu No primeiro estudo publicado na revista Biochemical and Biophysical Research Communications, o grupo se concentrou na cobra surucucu, encontrada em diferentes pontos da América do Sul.