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Própolis vermelha pode ser utilizada no tratamento contra esquistossomose

Publicado em 05 abril 2021

Tarde Nacional - Amazônia desta segunda-feira (5) falou sobre os experimentos mais recentes da Universidade de Guarulhos (UNG) com a própolis vermelha para auxiliar no tratamento contra a esquistossomose. Em entrevista ao programa, Juliana Maya conversou com o professor e idealizador da pesquisa, Josué de Moraes, que apresentou um panorama da principal doença parasitária no mundo.

Segundo ele, "no mundo há aproximadamente 250 milhões de pessoas com esquistossomose. Quando eu falo esse número elevado, a gente já imagina que é superior a população brasileira. E ela (a doença) representa um grande problema na saúde pública porque a principal sequela dela é sua forma crônica. Então, as pessoas não percebem que estão infectadas e com isso nós temos um forte entrave no desenvolvimento econômico de muitos países", observa o entrevistado, diante do impacto gerado em mais de 70 países que são vítimas da doença.

A própolis é muito conhecida pelos poderes bactericidas e antifúngicos em diversas regiões no mundo. Daí surgiu a ideia de pegarem uma própolis brasileira, que é a vermelha, para verificar se esta também teria uma função antiparasitária. No laboratório da UNG, os testes em cultura mostraram ainda os efeitos da própolis vermelha em inviabilizar o acasalamento e a produção dos ovos do verme.

Na entrevista, Josué afirma que o cenário no Brasil já melhorou bastante. Mas ainda há uma estimativa de 3 milhões de pessoas com esquistossomose. Também chamada de doença da pobreza, o tratamento da doença teria apenas um medicamento, segundo aponta o pesquisador que tem na universidade um Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas. 

Ouça a entrevista completa, no linkr abaixo.