Notícia

Jornal do Comércio (RS)

Projeto vai inovar na gestão da rede de saúde

Publicado em 16 março 2018

Com foco em novos conhecimentos e produtos que contribuam com o desenvolvimento do sistema público e privado de saúde, teve início em março deste ano um projeto aprovado pelo Programa Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) que tem a colaboração do professor Alexandre Cláudio Botazzo Delbem, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (Icmc) da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos e pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (Cemeai). A equipe abriu uma empresa para participar do projeto.

É formada por outros professores e alunos da USP em São Carlos e em Ribeirão Preto e trabalha na primeira fase deste projeto, que resultará em um sistema envolvendo o desenvolvimento de sensores e receptores de localização de equipamentos em unidades de emergência de postos de saúde e hospitais. O produto, composto também de um software, auxiliará os gestores dessas unidades a tomar decisões sobre a entrada dos pacientes.

“O trabalho terá como base uma unidade de emergência regional de Ribeirão Preto. Imagine um paciente que sofreu um acidente, está com uma fratura e necessita de atendimento urgente. Atualmente, há um Núcleo Interno de Regulação nos hospitais que verifica vagas e disponibilidade do atendimento, inclusive de salas e equipamentos. É neste âmbito que iremos atuar. O profissional que toma a decisão de receber o paciente não detém hoje uma tecnologia precisa de informações e, com o sistema completo que desenvolveremos, vamos dar a esse funcionário os dados rastreados e organizados em tempo real em um software”, explicou Delbem.

Segundo ele, o sistema poderá auxiliar no planejamento desses equipamentos, como manutenções e melhor aproveitamento dos mesmos. O Pipe Fapesp apoia a execução de pesquisa científica e/ou tecnológica em pequenas empresas por pesquisadores vinculados à empresa ou a ela associados para sua realização. A primeira fase do projeto é dedicada à demonstração da viabilidade tecnológica do produto ou processo proposto em período máximo de nove meses e recursos de até R$ 200 mil. A segunda fase é o desenvolvimento da inovação no prazo limite de 24 meses e recursos de até R$ 1 milhão. (Jornal da USP)