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Agência USP de Notícias

Projeto une biologia molecular e informática para medir a expressão dos genes com tecnologia de "DNA microarrays"

Publicado em 01 agosto 2000

Pesquisadores do Instituto de Química (IQ) e do Instituto de Matemática e Estatística (IME), ambos da USP, uniram-se para promover uma iniciativa que deverá competir com as últimas tendências da pesquisa genômica mundial. Trata-se do Projeto CAGE (Cooperation for Analysis of Gene Expression - Cooperação para Análise de Genes e sua Expressão) que reúne bioquímicos, biólogos moleculares, matemáticos e cientistas de computação, e tem como principal objetivo constituir um extenso banco de dados sobre a expressão global dos genes humanos e também de genes de diversos organismos de importância econômica e cientifica. O projeto inclui como meta o desenvolvimento de ferramentas de bioinformática, importantes na armazenagem e processamento de grande número de dados. De acordo com o coordenador do projeto, professor Hugo Aguirre Armelin, do Departamento de Bioquímica do IQ, o projeto foi iniciado há um ano e está subdividido em sete subprojetos de análise de expressão gênica: Ciclo Celular de Mamíferos, que estuda o ciclo celular em linhagens de células de camundongo: Xanthomonas campestris, bactéria parasita de plantas cítricas, cujo genoma esta sendo seqüenciado neste mesmo Departamento: Dictyostelium discoideum, importante organismo modelo largamente estudado pelo seu interesse científico: Saccaromyces cerevisae, a popular levedura de cerveja, um dos organismos mais conhecidos cientificamente: Câncer Humano, que utiliza genes clonados e seqüenciados pelo Projeto Genoma Câncer FAPESP-Ludwig: Xylella fastidiosa, a qual o genoma foi seqüenciado e totalmente anotado por trabalho realizado em São Paulo, incluindo sua recente publicação pela revista Nature: e Trypanosoma cruzi, o parasita responsável pela doença de Chagas. O laboratório de "DNA microarrays", do Instituto de Química conta com robô para produção de "DNA chips" que são pequenos dispositivos de vidro que contém de cinco a 10 mil genes por centímetro quadrado, dos organismos acima citados. Estes "DNA chips" permitirão a análise simultânea da atividade de muitos genes dos organismos estudados, o que resultara numa quantidade muito grande de dados que só podem ser armazenadas e processadas através de poderosas ferramentas de bioinformática. Estas pesquisas têm enorme importância potencial para as áreas de saúde humana, agronegócios e meio ambiente. Mais informações: (0XX11) 3818-2172, com o professor Hugo Aguirre Armelin; E-mail: haarmeli@iq.usp.br