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Nippo-Brasil

Projeto quer preservar Rio Paraíba do Sul

Publicado em 06 setembro 2005

Por Juliana Takeo Octavini/NB, de Guaratinguetá

Um projeto de educação ambiental vem chamando a atenção de alunos, professores e até mesmo de moradores de de Guaratinguetá, Caçapava, Pindamonhangaba, Cachoeira Paulista, Jacareí e Cruzeiro, na região do Vale do Paraíba, interior de São Paulo. Trata-se do programa Rio Paraíba do Sul: Preservando o Futuro, coordenado pelo engenheiro da Faculdade de Engenharia (FE) da Unesp, do campus Guaratinguetá, Jânio Akamatsu.
O projeto tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a preservação do rio, cuja extensão de 1.150 km atravessa Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, servindo como meio de subsistência para mais de 8 milhões de pessoas em 180 municípios. O Paraíba do Sul vem sofrendo um árduo processo de deteriorização, graças aos detritos domésticos e industriais que são despejados diariamente em seu leito, comprometendo a qualidade de suas águas. 
O programa conta com a colaboração de professores de mais seis campi da universidade e a participação de 280 alunos voluntários de cada um dos municípios. Quinzenalmente, eles coletam e fazem medição do nível de contaminação da água em diferentes pontos do rio, produzem documentários, constroem maquetes e realizam exposições de fotos. Também promovem campanhas de combate ao desperdício de água e luz e fazem um levantamento histórico e uma análise comparativa das contas das residências dos próprios alunos e das suas escolas.
De acordo com Akamatsu, as pessoas envolvidas no programa e a própria população já está notando resultados positivos. "Considerando as coletas efetuadas até o momento, a qualidade da água do rio é boa. Em determinados trechos do Vale do Paraíba, o nível de coliforme s fecais encontrados foi inferior a 40 para 100 mililitros de água", diz. No dia 11 de dezembro do ano passado, o projeto completou um ano de existência e contabilizou, neste período, 39 atividades desenvolvidas em várias áreas do conhecimento.
Todas as atividades de pesquisa são financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S.Paulo (Fapesp), que concede bolsas de auxílio aos professores das escolas envolvidas, além de bolsas destinadas à equipe de apoio. O programa teve custo inicial de R$ 300 mil para os dois primeiros anos, podendo ser mais dois anjos, chegando a aproximadamente R$ 500 mil.