Notícia

Tratamento de Água

Projeto que automatiza detecção de perdas de água ganha prêmio

Publicado em 20 julho 2017

A Stattus4, uma startup de Sorocaba, no interior paulista, responsável pela criação de um sistema que usa sensores e inteligência artificial para detectar vazamentos em redes de distribuição de água, foi agraciada com o prêmio de empresa mais inovadora no setor de saneamento em 2017 pela Assemae (Associação Nacional dos Serviços Municipais). A startup está incubada no Parque Tecnológico de Sorocaba e recebeu apoio do programa PIPE/Fapesp (Pesquisa Inovativa de Pequenas Empresas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Hoje, a Stattus4 está na fase de validação do produto, batizado de “Fluid”, e, para isso, tem ainda apoio da Companhia Águas de Votorantim, para conduzir testes e refinar a versão final da solução.

Perda de água

Segundo dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), o índice nacional de perdas de água tratada na distribuição é de 36,7%. Em 2013, quando as perdas estavam em 37%, o Instituto Trata Brasil estimou o volume de água tratada perdida no País em 6,5 bilhões de metros cúbicos ao ano, o que dá 6,5 vezes toda a capacidade de armazenagem do sistema Cantareira, no Estado de São Paulo. É água suficiente para abastecer 50 milhões de pessoas por um ano. Vendido, esse volume renderia pouco mais de R$ 8 bilhões às prestadoras de serviços de saneamento básico.

O projeto da Stattus4 combate as chamadas “perdas físicas”, ou seja, as perdas de água para vazamentos – e não volumes de água desviados ou roubados. Esse tipo de perda corresponde a 60% do volume total de perdas do País – um mercado imenso, portanto, a ser explorado.

O “Fluid”, da Stattus4

O “Fluid” foi concebido para ser uma plataforma completa de detecção de vazamentos. Tudo começa com os sensores, que detectam vazamentos nas tubulações por meio de vibrações em frequências sonoras específicas. Inicialmente, esses sensores – que lembram alicates – serão instalados em cavaletes de água na entrada de casas e edifícios residenciais e comerciais. Em até 15 segundos a detecção é feita, sem precisar quebrar ruas e atrapalhar a vida dos cidadãos.

As informações coletadas pelos sensores podem ser verificadas ali, na hora, ou serem remetidas a uma central onde os dados podem ser processados e interpretados por um pacote de software de inteligência artificial, ou exibidos em um dashboard de monitoramento em tempo real. É, possível, ainda, automatizar a produção de relatórios em períodos pré-determinados que para que a localização e o mapeamento dos vazamentos seja feita de forma mais eficiente e econômica. “Agora que a gente finalizou a parte estrutural de tecnologia, podemos começar as vendas”, disse Marília Lara Machado, sócia da Stattus4, à TV Sorocaba/SBT. Por enquanto, porém, não há data para a chegada do produto ao mercado.

Fonte: Juntos pela Água.