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Folha de S. Paulo - Vale (São José dos Campos)

Projeto otimiza a programação de geração de energia elétrica

Publicado em 10 julho 2005

Por Redação/O Estado do Paraná

Implementar um conjunto de ferramentas de otimização computadorizada capaz de programar a geração de energia elétrica do dia seguinte em todo o sistema interligado nacional. Essa é a proposta de um novo projeto temático coordenado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
O projeto Programação da Operação de Sistemas de Potência considerando a inclusão de restrições elétricas teve início no começo deste mês. Os pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) trabalham por meio de uma série de modelos matemáticos, desenvolvidos em projetos anteriores, que calcula o número ideal de máquinas em funcionamento e quanto cada equipamento deve gerar de energia em cada meia hora do dia seguinte.
"O grande objetivo é conseguir atender a demanda prevista de energia elétrica em todo o País, com o menor custo de operação possível. Do ponto de vista das termoelétricas com menor consumo de combustível e, no caso das hidroelétricas, com maior economia de água", disse Secundino Soares Filho, coordenador do projeto. Em 2001, ele também foi o responsável pelo programa de pesquisa Planejamento e Programação da Operação de Sistemas de Energia Elétrica, financiado pela Fundação.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão responsável pela operação do sistema elétrico brasileiro, já faz a programação da operação do dia seguinte. "Porém, esse planejamento ainda é feito de forma muito simplificada e com metodologias ultrapassadas. Queremos testar, por meio do ONS, nossas ferramentas otimizadas em todo o sistema interligado do órgão, que engloba 97% do sistema elétrico brasileiro", explica Soares Filho.
O pesquisador alerta que, para chegar a uma economia sustentável, também é necessária a preocupação com a confiabilidade elétrica do sistema. "Quanto mais se economiza, mas riscos se corre. O ideal é procurar a melhor economia dentro de um critério de risco aceitável, evitando o carregamento das linhas de transmissão e a ocorrência de novos apagões", alerta Secundino.
O projeto está sendo desenvolvido em parceria com o Instituto de Matemática, Estatística e Ciências da Computação (Imecc) da Unicamp, a Faculdade de Engenharia Elétrica de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo e a Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira da Unesp.