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Projeto Nanoarte une nanotecnologia e arte em vídeos e fotografias

Publicado em 05 janeiro 2010

Por Antonio Carlos Quinto

Pesquisadores ligados ao Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC) e ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Materiais em Nanotecnologia (INCTMN) que atuam nas áreas de microscopia eletrônica e difusão do conhecimento acabam de lançar o projeto Nanoarte. A iniciativa documenta em vídeos e fotos imagens com partículas de dimensões nanométricas de materiais cerâmicos.

A idéia é popularizar o que chamamos de nanomundo dos materiais e estimular a curiosidade científica por meio de belas imagens obtidas em microscópio eletrônico de altíssima resolução", descreve o professor Antonio Carlos Hernandes, do Departamento de Física e Ciência dos Materiais do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP.

O projeto já tem disponibilizado quatro vídeos no site Youtube com duração média de dois minutos. Os vídeos resultam de uma edição feita de três DVDs produzidos pelo projeto. "Cada um dos DVDs possuem três vídeos de cinco minutos", conta Hernandes. Atualmente, os vídeos são exibidos a alunos do ensino público fundamental e médio que visitam o IFSC. "Além de terem acesso às fotos e vídeos, posteriormente enviamos a eles os links", conta o professor. Além disso, ele lembra que os DVDs também são enviados às unidades escolares da região.

Primeiras produções

As exposições de fotos começaram no ano passado. Em alguns centros culturais da região, os pesquisadores expuseram as fotos produzidas em tamanho 40 centímetros (cm) por 50 cm. "Durante as exposições, um pesquisador atua como monitor explicando princípios da nanotecnologia", conta Hernandes.

O primeiro vídeo foi produzido em agosto de 2008. Segundo o professor Hernandes, ainda não há no projeto um objetivo didático, mas as produções mostram essa possibilidade.

As imagens são obtidas, em preto e branco, com a utilização de um microscópio de altíssima resolução - isto significa aumentos de 50 a 60 mil vezes. Durante certo período de tempo, são catalogadas e selecionadas. Depois são coloridas em um programa específico de computador e, posteriormente, é definida a trilha sonora. "É um trabalho artístico em equipe e o resultado final é prazeroso e motivador", descreve Hernandes.

As fotos são obtidas de alguns óxidos produzidos na forma de pó, com dimensões nanométricas. "Esses materiais são usados em nossas pesquisas na fabricação de sensores e em dispositivos para a geração de luz branca", descreve o professor. Os pesquisadores selecionam as fotos que tenham alguma associação com imagens comuns do cotidiano para serem produzidas. A arte e a animação dos vídeos, bem como a inserção de cores e da trilha sonora, são feitas pelo técnico em microscopia eletrônica, Rorivaldo de Camargo, e pelo mestrando Ricardo L.Tranquilin, ambos do CMDMC.

Hernandes conta que a idéia do projeto surgiu no CMDMC, que é um dos Centros de Pesquisa Inovação e Difusão (Cepids) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e no INCTMN. "A iniciativa foi do professor Elson Longo, do INCTMN, professor do Instituto de Química da Unesp.

O CMDMC e o INCTMN são formados por grupos de pesquisadores da UNESP/Araraquara, UFSCar, USP e IPEN. As duas entidades estão sediadas no Instituto de Química da UNESP de Araraquara. A vice-coordenação do INCTMN está no Instituto de Física de São Carlos da USP.

Os DVDs do projeto Nanoarte estão disponíveis aos interessados e podem ser adquiridos gratuitamente. Os pedidos devem ser feitos pelos e-mails do professor Hernandes (hernandes@ifsc.usp.br); e Elson Longo (elson@iq.unesp.br).

Mais informações: (16) 3373-9828, com o professor Antonio Carlos Hernandes; e-mail hernandes@ifsc.usp.br

(Agência USP)