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Projeto foi financiado pela Fapesp

Publicado em 09 julho 2005

Por Adriano Brito, de São José dos Campos

O desenvolvimento do projeto da Tecnima fez parte, até o ano passado, do Pipe (Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas), mantido pela Fapesp.
O órgão, ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo, implantou o programa em 1997, com objetivo de fomentar a realização de projetos de inovação tecnológica no estado.
Segundo a assessoria de imprensa da Fapesp, por meio do Pipe são financiadas pesquisas em pequenas empresas sobre produtos, serviços ou processos com possibilidade de gerar retorno social ou econômico.
Para o diretor comercial da Tecnima, Pedro Gonçalves, a empresa não teria condições de prosseguir com o projeto sem o apoio da Fapesp. "É preciso que mais ações desse tipo aconteçam, e que a tecnologia nacional tenha condições de competir com a importada", disse.
Os projetos apresentados ao Pipe passam por uma primeira fase, que dura cerca de seis meses. Nela, é estudada a viabilidade técnica. As propostas aprovadas passam então para um segundo módulo, que é o de elaboração do projeto, com prazo limite de 24 meses. Uma terceira fase é destinada ao desenvolvimento de produtos.
"Foi uma vitória. Depois da primeira fase do Pipe, poucos projetos são selecionados para receber o financiamento total", afirmou.
Serviço: Informações sobre o Pipe podem ser obtidas no site da Fapesp (www.fapesp.br.)

Radar inteligente é produzido no Vale
Empresa de S. José desenvolve programa usado para flagar motorista no trânsito da Capital

Um dos olhos eletrônicos implantados na última quinta-feira pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) em vias movimentadas de São Paulo tem tecnologia joseense. O software do radar instalado em um carro que faz o monitoramento do trânsito foi desenvolvido pela empresa Tecnima Imagem e Automação, de São José.
Os radares, que têm como objetivo flagrar motoristas burlando o rodízio de veículos, estão em fase de testes.
A empresa de São José firmou uma parceria com o grupo CCBR Catel, que operacionaliza o programa com a disponibilização de funcionários, carro, câmera e computadores.
O sistema, chamado pela CET de LAP (Leitura Automática de Placas) lê as placas por meio de câmeras e verifica se o veículo poderia estar circulando no dia. Desde sexta-feira, os carros flagrados estão sendo multados.
Se conectado a um banco de dados, o software pode ainda identificar veículos roubados, com licenciamento vencido ou outras infrações.
Segundo o Departamento de Imprensa da CET, por enquanto o sistema será utilizado somente para flagrar motoristas que não respeitam o rodízio.
O órgão pretende identificar qual dos sistemas testados no período de 60 dias --entre eles o que utiliza o software da Tecnima-- se adapta às necessidades da cidade e a eficiência de cada um.
A CET fez o convite de parceria às empresas que possuem a tecnologia de leituras de placas.

Tecnologia - O diretor técnico e um dos sócios da Tecnima, o engenheiro eletrônico Júlio Augusto Leitão Machado, 51 anos, afirmou que o programa é uma espécie de evolução dos produtos de controle de acesso por imagem já criados e comercializados pela empresa, que tem como clientes fábricas, condomínios, lojas, órgãos públicos e outros.
Para desenvolver o projeto de controle de trânsito, por eles chamado de EVA (Estação de Videocaptura em Acesso), a empresa recorreu a apoio e financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) (leia texto abaixo).
"Tivemos que melhorar a performance e acelerar o sistema, para que ele pudesse atender à velocidade do trânsito. Hoje, o nosso programa registra placas de oito carros por segundo", disse Machado.
Segundo ele, a Tecnima é uma das poucas empresas no mundo que desenvolve, além do aplicativo, o núcleo do leitor de placas, coração do sistema. "Pelo que nós sabemos, a maioria das empresas que comercializam o sistema importa o software e só produz o aplicativo", afirmou.
A empresa, que hoje possui 12 funcionários --incluindo três sócios-- foi aberta em 1999. Em 2001, surgiu a idéia de produzir um software de controle de trânsito. Segundo Gonçalves, o desenvolvimento do EVA custou cerca de R$ 300 mil, entre recursos da Fapesp e da própria Tecnima.

Raio X
Sistema: LAP (Leitura Automática de Placas)
O que faz: Lê as placas por meio de câmeras. Conectado a um banco de dados, o software pode identificar veículos roubados, com licenciamento vencido ou outras infrações. Em São Paulo, ele é utilizado pela CET para verificar se o veículo respeita o rodízio
Projeto: Um dos radares usados na capital possui o programa EVA (Estação de Videocaptura em Acesso), desenvolvido pela Tecnima, em S. José. O projeto custou cerca de R$ 300 mil e contou com apoio da Fapesp