Notícia

O Liberal (PA)

Projeto está em busca de novos parceiros

Publicado em 06 fevereiro 2002

O projeto "A Escola para o Mundo - O Trabalho Colaborativo na rede Internet", desenvolvido pela educadora Ericka Corrêa Vitta, entra no terceiro ano de pesquisas com a proposta de agregar novos parceiros. Atualmente participam do trabalho de campo alunos do Colégio Dom Bosco e da escola estadual Professor Físico Sérgio Pereira Porto, de Campinas. As escolas das redes públicas e privadas da região que estiverem interessadas em que seus alunos participem do projeto, podem entrar em contato com a professora responsável pelas pesquisas através do telefone 3471.9700 ou via e-mail (ericka@am.unisal.br). A educadora revelou que estão sendo mantidos contatos com uma escola de Angola, em Luanda, para implantação do projeto. "Pretendemos mostrar aos alunos o potencial da Internet na transposição de barreiras, facilitando o processo de aprendizagem", observou Ericka. Ela explicou que ao agregar mais escolas, terá subsídios para concluir a tese que defende na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na qual quer provar por meio da inteligência coletiva e da troca de vivências que "ninguém sabe mais que os outros, todos sabem" e, esse saber, é o que faz a diferença no dia-a-dia (LCS) AMERICANA - O mais completo instrumento de comunicação da humanidade, a Internet, pode ser uma ferramenta eficaz no processo de aprendizagem, desde que seja manuseada com propriedade. A colaboração da rede mundial de computadores no aprendizado infantil é o tema da tese defendida pela educadora Ericka Corrêa Vittam, na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Coordenadora pedagógica do ensino fundamental e professora universitária, Ericka está no terceiro ano de pesquisa do projeto "A Escola para o Mundo - O Trabalho Colaborativo na rede Internet". Convencida de que a maioria dos alunos adultos não tem maturidade e autonomia para entender o potencial de pesquisa via computador, a educadora defende que quanto antes a criança tiver acesso ao mundo virtual mais cedo terá o discernimento necessário para explorar esse instrumento. "O acesso ao computador deve acontecer desde a pré-escola", afirmou. Ambiente cognitivo e de interatividade, a Internet transformou-se, em 2000 quando o trabalho de campo foi iniciado pela pesquisadora - em um recurso para transpor barreiras físicas e sociais aos alunos envolvidos no estudo. São 350 crianças que freqüentam o 4° ano do ensino fundamental no Colégio Dom Bosco e na escola estadual Professor Físico Sérgio Pereira Porto, em Campinas. Interação - Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o projeto possibilitou a implantação de um laboratório de informática, com cinco micros, na escola Porto. Os alunos, conforme Ericka se comunicam via rede mundial para montar projetos coletivos. "É um intercâmbio cultural no qual as crianças discutem a vida no planeta Abordam questões ligadas às drogas, violência, lixo e meio ambiente", explicou a pesquisadora. Entre as descobertas feitas pela educadora, a partir das pesquisas de campo, ela estaca o trabalho colaborativo entre os estudantes e a facilidade com que eles navegam pelos sites (páginas interativas). Os alunos, disse Ericka, passaram a ensinar os professores que participam da pesquisa "Diferente do adulto a criança não tem medo do novo contexto. Ela testa as possibilidades por tentativa e erro, sem o peso da culpa Interage com a máquina e a vê como uma janela para o mundo", enfatizou. Alerta - Para a educadora as escolas públicas e privadas precisam estar atentas ao ambiente de democratização da Internet, adotando alguns cuidados para evitar que o computador se torne uma ferramenta perigosa Ela defende que os professores apontem aos alunos os caminhos a serem seguidos, impondo regras para o uso, sem coagi-los. "Não podemos fechar os olhos para o que está aí. Hoje o computador faz parte da vida das pessoas, cabendo às escolas a missão de formar usuários conscientes e éticos", finalizou Ericka.