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Projeto Eletromemória promete resgatar história do setor elétrico paulista

Publicado em 18 setembro 2008

São Paulo – Entender a matriz energética nos ajuda a planejar as opções futuras. Em momento de discussão sobre novas fontes de energia, avaliação de impacto ambiental e promessa de novo apagão, entender o passado é fundamental. Para isso a Fundação Energia e Saneamento está reunindo mais de 100 anos de história no Projeto Eletromemória, estudo que conta com pesquisadores das principais universidades de São Paulo, a USP, a UNESP e a Unicamp.

Coordenado pelo Prof. Dr. Gildo Magalhães dos Santos, do Depto. de História/USP, o projeto, que pretende ser o maior levantamento da memória histórica de energia elétrica do Estado de São Paulo, nasceu em fevereiro deste ano e está dividido em quatro áreas de atuação: arquivologia, cultura material, história e documentação.

“O Eletromemória reunirá materiais, como documentos, fotos e objetos, de empresas públicas e privadas do setor de energia e será desenvolvido a partir do mapeamento e diagnóstico do patrimônio acumulado dos acervos relacionados à implantação e ao desenvolvimento da geração, transmissão e distribuição da energia elétrica no Estado de São Paulo no período de 1890 a 2005”, conta Gildo Magalhães.

O intuito é estruturar a criação de um banco de dados de referência dos documentos existentes nas empresas e posteriormente, disponibilizar na Internet. “Estamos trabalhando para construir um centro de referência na preservação da memória do setor, que faz parte do entendimento do desenvolvimento do país”, comenta Marcia Pazin, gerente de serviços e projetos especiais da Fundação Energia e Saneamento.

Cada área de atuação do projeto conta com um coordenador que convidou alunos de graduação, pós-graduação e mestrado em História e Arquivologia da USP, da UNESP e Unicamp para auxiliar nas pesquisas. Ao todo são cerca de 40 pessoas, que pretendem levantar a maior quantidade possível de dados em dois anos.

Cinco empresas estão sendo pesquisadas até o momento: AES Tietê, AES Eletropaulo, Duke Energy, ISA CTEEP (Transmissão Paulista) e CESP (Companhia Energética de São Paulo), além do acervo da Fundação, mas há a pretensão de aumentar este número. A CPFL, o Grupo Rede e a Elektro podem vir a fazer parte do Projeto, que é financiado pela FAPESP e tem o apoio do SIESP.