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Matraca Cultural

Projeto educacional do DF recupera bacias hidrográficas do cerrado

Publicado em 12 abril 2017

Entre os finalistas da 16ª edição do Prêmio Péter Murányi – Educação está a iniciativa intitulada “Águas do Cerrado - O Futuro em Nossas Mãos”, que engajou mais de seis mil alunos e cerca de 40 professores e funcionários públicos na recuperação e gestão de recursos hídricos, por meio de processos continuados de ensino. O projeto foi realizado em áreas do Distrito Federal que estavam ameaçadas pelo acelerado processo de urbanização e a degradação de córregos que alimentam importantes reservatórios.

O trabalho para a revitalização de duas das principais bacias hidrográficas do Distrito Federal, o Lago Paranoá e o Rio São Bartolomeu, envolveu ações de revegetação de áreas degradadas associadas a cursos d’água e a promoção do uso racional dos recursos hídricos em escolas públicas e comunidades rurais, implementando, replicando e difundindo tecnologias sociais de permacultura. Projeto está em execução há dois anos, período no qual a equipe já plantou 170 mil mudas de árvores nativas da região, para recuperar 90,5 hectares degradados, sendo que cinco são de área que é fonte de água para a população do Lago Sul e que antes havia sido queimada.

Com foco em desenvolver e aplicar estratégias de divulgação das ações e resultados do projeto, ampliando a difusão de conhecimento e sensibilizando outros grupos sociais e potenciais promotores de ações semelhantes, o projeto gerou atividades educacionais nas escolas envolvidas e para jovens interessados, com aproximadamente 500 vagas em cursos e oficinas, dentre outros benefícios à população local.

“A ideia é consolidar a consciência ambiental, estimulando o protagonismo de jovens e gerando oportunidades de trabalho e renda com serviços socioambientais. Com isso, formam-se redes de relacionamento e trabalho que promovem um modelo de governança social e de preservação dos recursos hídricos do Cerrado. Ao mesmo tempo, amplia-se a capacidade de debate sobre as políticas públicas ligadas às tecnologias sociais de melhorias na gestão social do uso da água na região”, Claudio Jacintho, autor do projeto.

“Para nós é uma honra receber um trabalho tão importante, complexo, de muita relevância ecológica e voltado à prioridade de recuperar o meio ambiente. A equipe apresentou os critérios de inovação, aplicação prática e melhoria da qualidade da vida, pilares conceituais do prêmio, assim como disseminou conhecimento, gerou oportunidade e, por fim, concedeu à comunidade local um conceito mais contemporâneo de viver”, observa Vera Murányi Kiss, presidente da Fundação Péter Murányi.

A instituição organizadora recebeu cerca de 150 projetos de toda a América Latina e a definição do trabalho vitorioso foi por meio de um júri composto por especialistas de cada segmento dos projetos, parceiros e os principais educadores do País, realizado no dia 7 de fevereiro. Trata-se de iniciativa anual da fundação, que, a cada edição, alterna temas, que são os seguintes: Educação; Alimentação; Saúde; e Desenvolvimento Científico & Tecnológico. Desse modo, as áreas são revisitadas a cada quatro anos.

Sobre a Fundação

Administrada por Vera e Péter Jr, a Fundação Péter Murányi foi criada em 1999 e desde a primeira edição do Prêmio, em 2002, já investiu cerca de R$ 2,4 milhões em reconhecimento de pesquisadores e seus trabalhos. O Prêmio Péter Murányi concede ao vencedor um valor de R$ 200 mil, um certificado e um troféu. O Prêmio Péter Murányi conta com o apoio do CIEE, Fapesp, Capes, Anpei, SBPC, Aciesp, ABC, Aconbras e CNPq.

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