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Plantão News (MT)

Projeto desenvolvido no ICMC é contemplado em chamada da USAID

Publicado em 06 setembro 2016

O projeto de desenvolvimento de uma armadilha inteligente que identifica insetos pelo bater de suas asas foi um dos 21 projetos selecionados em um desafio de combate ao vírus Zika lançado pela USAID, a agência do governo dos Estados Unidos para o desenvolvimento internacional.

O projeto é coordenado por Gustavo Enrique de Almeida Prado Alves Batista, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, e teve apoio da FAPESP.

Trata-se de uma armadilha inteligente que identifica insetos pelo bater de suas asas. “A armadilha desenvolvida é capaz de identificar a espécie e o sexo do mosquito pelo movimento das asas. Quando o mosquito se movimenta, ele bate as asas em certa frequência e isso permite distinguir uma espécie de outra”, explica Batista. O sistema captura apenas a espécie desejada – no caso, o Aedes aegypti –, contabiliza os mosquitos e repassa essa informação para um aplicativo de smartphone, via tecnologia Bluetooth.

Nessa primeira etapa do desafio, com duração de dois anos, o projeto receberá um financiamento de US$ 500 mil. A informação é da Assessoria de Comunicação do ICMC. Segundo o pesquisador, a expectativa é de que, entre um e dois anos, já exista um protótipo de um produto que possa ser levado ao mercado.

A pesquisa teve início em 2011, durante o pós-doutorado de Batista na Universidade da Califórnia, em Riverside, nos Estados Unidos, com bolsa da FAPESP.

O desenvolvimento do projeto Sensores inteligentes para controle de pragas agrícolas e insetos vetores de doenças contou com o apoio da FAPESP e da Fundação Bill e Melinda Gates, entre 2013 e 2015 (Para mais informações sobre o projeto leia http://agencia.fapesp.br/19377/)

Agência FAPESP