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Projeto de extensão da Unesp capacita agricultoras para o cultivo de produtos hortícolas

Publicado em 01 setembro 2009

Trabalho de extensão desenvolvido na FCA foi um dos finalistas do Prêmio Cidadania sem Fronteiras, entregue pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Instituto Cidadania Brasil, no dia 24 de agosto em São Paulo.

O projeto de extensão "Políticas públicas para a capacitação familiar e inovação tecnológica de produtos hortícolas in natura, minimamente processados e processados", desenvolvido pela Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, câmpus de Botucatu, foi um dos três finalistas da edição nacional do Prêmio Cidadania sem Fronteiras, que foi entregue pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Instituto Cidadania Brasil, no dia 24 de agosto em São Paulo.

O projeto, que concorreu ao prêmio na categoria "Comunicação", busca garantir alternativas para a geração de renda e melhoria da qualidade de vida de quarenta famílias do município paulista de Itatinga (a 233km de São Paulo) através da capacitação de mulheres agricultoras para a produção e processamento de alimentos orgânicos.

Voltado para famílias em situação de exclusão social, o projeto atende principalmente mulheres que desempenham as funções de chefe de família, seja pela condição de viuvez, abandono ou incapacidade por parte dos maridos.

Através de palestras e atividades práticas, conduzidas por docentes e alunos de graduação e pós-graduação da Unesp de Botucatu e de representantes do Sebrae, elas aprendem a produzir de maneira sustentável e a agregar maior valor aos seus produtos, in natura ou processados.

As participantes já receberam informações sobre preparo de solo, uso de fertilizantes orgânicos, irrigação e colheita. Numa segunda etapa, também aprenderam sobre os procedimentos pós-colheita, tais como higienização de embalagens e equipamentos, sanitização de vegetais, transporte e armazenagem dos alimentos.

O trabalho vai continuar ao longo do segundo semestre com a produção de hortaliças minimamente processadas e de derivados de hortaliças como picles e massas, macarrões, bolos e até pizzas, além da produção de alimentos utilizando as partes não convencionais das hortaliças como forma de aproveitar ao máximo as plantas, além de informações nutricionais sobre os alimentos e seu consumo.

O programa também prevê a realização de análise nutricional dos produtos e a análise microbiológica para evitar a contaminação por coliformes termotolerantes, bolores ou leveduras. Por fim, as participantes receberão noções econômicas para realizar análises de custos e avaliações de mercado.

O objetivo final da iniciativa é promover a cidadania junto à comunidade atendida. "Ao contemplar as principais etapas da cadeia produtiva, o projeto busca resultar em segurança alimentar, sustentabilidade nutricional, aumento da renda das famílias atendidas e preservação do meio ambiente", diz o professor Rogério Lopes Vieites, do Departamento de Gestão e Tecnologia Agroindustrial da FCA e coordenador do projeto. "Dessa forma, estaremos resgatando a dignidade e a cidadania das participantes".

Os realizadores do projeto pretendem que ele sirva de modelo e possa ser aplicado em outras comunidades, como afirma o professor Vieites. "Nossa intenção foi desenvolver um trabalho capaz de articular esforços nas áreas de pesquisa e extensão, com a produção de experiências e argumentos sólidos, para o delineamento de políticas públicas de inclusão social em todos os níveis de governo".

O projeto "Políticas públicas para a capacitação familiar e inovação tecnológica de produtos hortícolas in natura, minimamente processados e processados" é financiado pela FAPESP e conta com o apoio do Instituto de Biociências da UNESP, do Sebrae/SP, da Prefeitura Municipal de Itatinga e do SESI de Botucatu.

Fonte: Ascom Unesp