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Projeto da USP contra zika será financiado por agência dos EUA

Publicado em 03 setembro 2016

Um projeto brasileiro que desenvolveu uma armadilha inteligente, capaz de identificar insetos a partir da forma como batem as asas, foi selecionado ao lado de outras 20 iniciativas internacionais em um desafio de combate ao zika vírus lançado pela agência dos Estados Unidos para o desenvolvimento internacional, a Usaid.
O projeto é coordenado pelo professor Gustavo Batista, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Ele é o único pesquisador brasileiro selecionado nessa primeira etapa do desafio e receberá um financiamento de US$ 500 mil (R$ 1,6 milhão) pelos próximos dois anos.
A armadilha desenvolvida é capaz de identificar a espécie e o sexo do mosquito pelo movimento das asas. “Quando o mosquito se movimenta, ele bate as asas em certa frequência, e isso permite distinguir uma espécie de outra”, afirma Batista. O sistema captura apenas a espécie desejada (nesse caso, o Aedes aegypti), contabiliza os mosquitos e repassa essa informação para um aplicativo de smartphone.
No caso do vetor do zika, da dengue e da chikungunya, identificar o sexo do mosquito é fundamental, uma vez que é a fêmea que age na transmissão.
O objetivo principal da armadilha é chamar a atenção para que os moradores, ao saberem da presença do mosquito, tomem medidas para fazer o controle. O sistema permite que se faça um comparativo da quantidade de mosquitos capturada de cada espécie no ambiente. Segundo o pesquisador, a expectativa é que, entre um e dois anos, já exista um protótipo do produto que possa ser inserido no mercado.
A pesquisa começou em 2011, quando Batista estava fazendo seu pós-doutorado na Universidade da Califórnia, em Riverside, nos Estados Unidos.
Naquela época, o Laboratório de Inteligência Computacional (Labic) do ICMC estabeleceu uma parceria com pesquisadores da universidade norte-americana.
O trabalho também foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Fundação Bill and Melinda Gates.
A ideia inicial do projeto era criar um sensor específico para os vetores da malária – o que foi ampliado para o Aedes.
Emergência global
Decisão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu manter o caráter de emergência global por causa do zika vírus, seis meses após declarar que a doença deveria receber uma especial atenção. Desde então, o vírus se espalhou pelo mundo.
Crianças. A OMS ainda indicou que governos terão de criar mecanismos e estruturas para lidar com as crianças afetadas pela doença.
Flash
Insetos. Além de contabilizar mosquitos da dengue e da malária, o estudo coletou dados e criou sistemas de reconhecimento automático para diversas espécies, como a mosca-de-banheiro, mosca-da-fruta, mosca doméstica, abelha, joaninha, besouro e abelha.

Um projeto brasileiro que desenvolveu uma armadilha inteligente, capaz de identificar insetos a partir da forma como batem as asas, foi selecionado ao lado de outras 20 iniciativas internacionais em um desafio de combate ao zika vírus lançado pela agência dos Estados Unidos para o desenvolvimento internacional, a Usaid.

O projeto é coordenado pelo professor Gustavo Batista, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Ele é o único pesquisador brasileiro selecionado nessa primeira etapa do desafio e receberá um financiamento de US$ 500 mil (R$ 1,6 milhão) pelos próximos dois anos.

A armadilha desenvolvida é capaz de identificar a espécie e o sexo do mosquito pelo movimento das asas. “Quando o mosquito se movimenta, ele bate as asas em certa frequência, e isso permite distinguir uma espécie de outra”, afirma Batista. O sistema captura apenas a espécie desejada (nesse caso, o Aedes aegypti), contabiliza os mosquitos e repassa essa informação para um aplicativo de smartphone.

No caso do vetor do zika, da dengue e da chikungunya, identificar o sexo do mosquito é fundamental, uma vez que é a fêmea que age na transmissão.

O objetivo principal da armadilha é chamar a atenção para que os moradores, ao saberem da presença do mosquito, tomem medidas para fazer o controle. O sistema permite que se faça um comparativo da quantidade de mosquitos capturada de cada espécie no ambiente. Segundo o pesquisador, a expectativa é que, entre um e dois anos, já exista um protótipo do produto que possa ser inserido no mercado.

A pesquisa começou em 2011, quando Batista estava fazendo seu pós-doutorado na Universidade da Califórnia, em Riverside, nos Estados Unidos.

Naquela época, o Laboratório de Inteligência Computacional (Labic) do ICMC estabeleceu uma parceria com pesquisadores da universidade norte-americana.

O trabalho também foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Fundação Bill and Melinda Gates.

A ideia inicial do projeto era criar um sensor específico para os vetores da malária – o que foi ampliado para o Aedes.

Emergência global

Decisão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu manter o caráter de emergência global por causa do zika vírus, seis meses após declarar que a doença deveria receber uma especial atenção. Desde então, o vírus se espalhou pelo mundo.

Crianças. A OMS ainda indicou que governos terão de criar mecanismos e estruturas para lidar com as crianças afetadas pela doença.

Flash

Insetos. Além de contabilizar mosquitos da dengue e da malária, o estudo coletou dados e criou sistemas de reconhecimento automático para diversas espécies, como a mosca-de-banheiro, mosca-da-fruta, mosca doméstica, abelha, joaninha, besouro e abelha.

O TEMPO (MG)