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Projeto contará história da energia elétrica em SP

Publicado em 16 setembro 2008

A Fundação Energia e Saneamento do Estado de São Paulo está reunindo mais de 100 anos de história no Projeto Eletromemória, estudo que conta com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Coordenado pelo professor do Departamento de História da USP, Gildo Magalhães dos Santos, o projeto pretende ser o maior levantamento da memória histórica de energia elétrica do Estado de São Paulo, nasceu em fevereiro deste ano e está dividido em quatro áreas de atuação: arquivologia, cultura material, história e documentação.

“O Eletromemória reunirá materiais, como documentos, fotos e objetos, de empresas públicas e privadas do setor de energia e será desenvolvido a partir do mapeamento e diagnóstico do patrimônio acumulado dos acervos relacionados à implantação e ao desenvolvimento da geração, transmissão e distribuição da energia elétrica no Estado de São Paulo no período de 1890 a 2005”, conta Gildo Magalhães. O intuito é estruturar a criação de um banco de dados de referência dos documentos existentes nas empresas e posteriormente, disponibilizar na Internet.

“Estamos trabalhando para construir um centro de referência na preservação da memória do setor, que faz parte do entendimento do desenvolvimento do país”, comenta a gerente de serviços e projetos especiais da Fundação Energia e Saneamento, Marcia Pazin.

Cada área de atuação do projeto conta com um coordenador que convidou alunos de graduação, pós-graduação e mestrado em História e Arquivologia da USP, da UNESP e Unicamp para auxiliar nas pesquisas. Ao todo são cerca de 40 pessoas, que pretendem levantar a maior quantidade possível de dados em dois anos.

Cinco empresas estão sendo pesquisadas até o momento: AES Tietê, AES Eletropaulo, Duke Energy, Companhia de Transmissão Paulista (ISA CTEEP) e Companhia Energética de São Paulo (CESP), além do acervo da Fundação, mas há a pretensão de aumentar este número. A CPFL, o Grupo Rede e a Elektro podem vir a fazer parte do Projeto, que é financiado pela FAPESP e tem o apoio do SIESP.