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Projeto complementa a educação formal de forma interativa

Publicado em 04 setembro 2009

Uma plataforma de Internet voltada para a educação que integra provas online, vídeo-aulas, bate-papo e até mesmo áudio conferência em terceira dimensão, essa é a proposta do Projeto Aprendizado Eletrônico (AE) desenvolvido por diversas universidades do estado de São Paulo, entre elas a USP. O AE faz parte de um programa maior o Tidia - Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada, projeto da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo [FAPESP].

O Tidia é um programa mais amplo integrado por três frentes de projeto e visa o desenvolvimento da Internet avançados, ou seja, a nova geração da Internet. A primeira é o "Kyatera", voltado para a construção de uma rede de alta velocidade voltado para pesquisas. O segundo é o próprio AE. O terceiro é a estruturação da "Incubadora Virtual de Conteúdos Digitais" que objetiva a criação cooperativa de conteúdos digitais abertos.

O AE, como comenta do coordenador do projeto Tidia-Ae, o professor Wilson Vicente Ruggiero da Escola Politécnica (Poli) da USP, "é um projeto de pesquisa colaborativo. É um trabalho diferente pois além de haver a pesquisa individual, que está ligada ao tema (do AE), há ainda o compartilhamento do projeto, que torna o desafio muito grande."

Resumidamente, o AE funciona como uma plataforma voltada para alunos e professores visando dar suporte ao conteúdo aprendido em aula presencial ou à distância. Cada pessoa, pode criar um grupo de atividade personalizado que pode conter desde a edição de textos colaborativos até a integração de vídeos do Youtube, passando por ferramentas como chat e, no caso dos professores da USP, integração com os sistemas de graduação e pós-graduação, o Júpiter e o Fênix.

Entre as inovações esta a Áudio Conferência em Realidade Aumentada, a AC 3D. Imagine, por exemplo, uma mesa de reuniões circular. A maneira que você escuta uma pessoa que está do seu lado direito é diferente do que seria se ela estivesse à sua esquerda. Essa é a proposta do AC 3D, dar uma noção espacial às conversas on-line de áudio.

Como explica Romeo Bulla Jr., desenvolvedor do projeto e pesquisador do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (Larc) da Poli, essa técnica pode aumentar a capacidade de aprendizado: "isso está ligado a uma capacidade do nosso cérebro de conseguir focar o áudio. Alguns autores chegam a dizer que isso pode auxiliar no processo de memorização e compreensão." A intenção da inserção dessa ferramenta no AE é justamente verificar a veracidade dessa hipótese.

Outro aplicativo que deve ser inserido em breve no AE é o NetLab, uma espécie de laboratório virtual. "O NetLab é uma ferramenta de laboratórios remotos que objetiva substituir ou ao menos aproximar a experiência virtual de uma experiência real" esclarece o pesquisador Alan Hummel, também do Larc. A partir de uma experiência programada pelo professor, o aluno consegue acessar a distância uma outra máquina e alterar configurações do equipamento. Futuramente, o NetLab poderá auxiliar até em experimentos fora da área da informática. (AUN)