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Agência USP de Notícias

Projeto Aeronave Silenciosa traz investimentos e novas tecnologias à USP

Publicado em 28 novembro 2008

A Escola Politécnica (Poli) e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP estão desenvolvendo uma pesquisa em parceria com mais seis universidades brasileiras para a redução do ruído de aeronaves durante o vôo. O projeto, intitulado Aeronave Silenciosa, inclui o oferecimento de bolsas de pós-graduação e a aquisição de um supercomputador para a USP. Os detalhes do projeto foram expostos pelo engenheiro Micael Gianini Valle do Carmo, da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), durante um seminário realizado nesta sexta (28), às 14 horas, no Departamento de Engenharia Mecânica da Poli.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Embraer. Do Carmo falou dos objetivos da empreitada a professores e pesquisadores da Poli. Ele expôs a importância do desenvolvimento da aeroacústica no sentido de aumentar a competitividade do Brasil no mercado mundial de aeronaves.

Segundo Do Carmo, os sons normais se tornam ruídos quando são emitidos altos demais, de forma repetitiva ou em momentos indesejados. Apesar da maior parte deles serem produzidos pela turbina, praticamente a aeronave inteira gera ruídos aerodinâmicos devido a alta velocidade com que viaja.

A parte experimental, que inclui testes com aviões, ficará a cargo da Embraer, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP e de outras instituições. A USP participará na pesquisa da simulação numérica, que abrange a resolução de equações para reduzir a velocidade e a pressão no campo do escoamento de ar, que é o causador dos ruídos das aeronaves. 

Bolsas e equipamentos

O professor Julio Romano Meneghini, do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli, participa da coordenação geral acadêmica do projeto. Ele explica que a pesquisa está no início e que a USP oferecerá, em 2009, bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, além da oportunidade de trabalho na Embraer. 

Os investimentos da Fapesp e da Embraer somam um total de R$ 11 milhões e inclui a aquisição de um supercomputador, um dos mais avançados do Brasil com mais de 1200 núcleos de CPUs. Seu uso será exclusivo para o projeto.