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Canal Rural

Projeção otimista de mudança do clima indica redução de 30% da Mata Atlântica em 2100

Publicado em 01 setembro 2013

Alerta foi feito por coordenador do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (Biota-Fapesp) e pesquisador do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB/Unicamp).

Caso se concretizem as projeções mais otimistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e a temperatura nas áreas com remanescentes de Mata Atlântica aumentar até dois graus Celsius, a distribuição geográfica das árvores da floresta poderá ter redução de 30% em 2100. Se as estimativas mais pessimistas se confirmarem e o aquecimento atingir a casa dos quatro graus Celsius, tal redução poderá chegar a 65%.

O alerta é de Carlos Joly, coordenador do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (Biota-Fapesp) e pesquisador do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB/Unicamp). Os números foram obtidos a partir de um levantamento que começou em herbários.

- Identificamos pelo menos 30 pontos de ocorrência exata de árvores da Mata Atlântica. Com isso, fizemos um mapa de onde elas ocorrem hoje em determinadas condições de temperatura, precipitação, tipo de solo e altitude - explicou Joly.

Considerando os 30 pontos iniciais, o passo seguinte foi usar um algoritmo para calcular em que outros lugares haveria potencial para a ocorrência das espécies. O cálculo deu origem a um segundo mapa.

- A distribuição geográfica das espécies ficará mais restrita a áreas como a Serra do Mar, onde a precipitação é garantida e o relevo impede que a temperatura suba demais - disse.

AGÊNCIA FAPESP