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Programas para terceira idade melhoram qualidade de vida, diz estudo

Publicado em 11 março 2009

Idosos que participam de programas voltados para a terceira idade podem sentir melhora na qualidade de vida e experimentar um bem-estar psicológico, além de terem os riscos que desencadeiam a depressão diminuídos. Essas conclusões foram atestadas em um estudo feito com 103 mulheres a partir dos 60 anos, que participaram de atividades específicas durante um ano, segundo informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Estudos de Psicologia (Campinas).

Com mais de um ano de programa houve uma melhor percepção de qualidade de vida nos domínios físico, psicológico e social. Para a psicóloga Tatiana Quarti Irigaray, coautora do artigo, o convívio dos participantes com seus colegas e com a equipe coordenadora faz com que os idosos se sintam mais confiantes do próprio potencial, com atitudes mais positivas em relação a eles mesmos. O estudo corresponde à dissertação de mestrado da autora, que integra a equipe técnica da Universidade para a Terceira Idade (Uniti) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O outro autor do artigo é Rodolfo Herberto Schneider, professor e membro da Comissão Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Segundo Tatiana, a participação exclusivamente feminina se deve ao fato de que a presença de homens em grupos de convivência de idosos é inexpressiva, não totalizando 5%, apesar de eles corresponderem a um terço da população acima de 75 anos.

Uma possível explicação para a diferença na participação pode estar relacionada às diferenças entre homens e mulheres quanto à sua representação do envelhecimento e como eles e elas percebem essas mudanças. "A vida mais longa das mulheres é atribuída à maior tendência ao autocuidado, como buscar assistência médica ao longo de toda a vida, ao maior nível de apoio social de que desfrutam e à menor vulnerabilidade biológica durante toda a vida", disse Tatiana. Conseqüentemente, no Brasil, verifica-se uma proporção de quase cinco mulheres viúvas para cada homem viúvo.