Notícia

Gazeta Mercantil

Programa tem apoio da Fapesp e da Ericsson

Publicado em 27 agosto 2001

Por Ana Lúcia Abranches - de São José dos Campos - aabranch@gazetamercantil.com.br
De acordo com o vice-reitor da Univap, Antônio de Souza Teixeira Júnior, o programa de estudos da ionosfera recebe apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Ericsson. A Fapesp destinou R$ 500 mil ao projeto e a Ericsson contribuiu com R$ 50 mil. A primeira sonda de observação foi montada pela Univap há dois anos. "É um projeto de natureza técnico-científico, mas que tem um lado prático porque melhora a qualidade das telecomunicações." As irregularidades ionosféricas são também estudadas por técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, que detectaram as primeiras interferências em 1976. Conforme o instituto, em sistemas mais avançados de comunicações estas irregularidades podem provocar degradações de imagens ou até mesmo black-outs em serviços de telecomunicação. Muitas vezes, os efeitos são confundidos com defeitos provocados pelos equipamentos. Segundo os pesquisadores, na região de baixa latitude, que inclui quase todo o território brasileiro, esses distúrbios deformam as imagens de tevê e são percebidos como pontos brilhantes e negros, principalmente entre as 20 horas e 22h30. A interferência pode alterar o funcionamento de antenas parabólicas, canais de tevê por assinatura e demais serviços de transmissão via satélite. Os cientistas buscam uma explicação para o fato dos distúrbios, também conhecidos como bolhas ionosféricas, ocorrerem numa faixa entre 30 e 35 graus em torno do Equador.