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UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Programa entre o IQ e a NSF abriga estudantes norte-americanos na Unicamp

Publicado em 07 agosto 2009

Por Jeverson Barbieri

Desde o dia 15 de maio, o Instituto de Química (IQ) da Unicamp, através de programa desenvolvido com a National Science Foundation (NSF) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), abriga sete estudantes de graduação norte-americanos. Ao longo de três meses, Marko Spasia, Joel Smith, DeMario Butta, Daniel Saltiel, Angel Del Valle-Echevarria, Jorge Medina e David Dadey desenvolveram trabalhos de pesquisa com professores do IQ. Para o pró-reitor de Pesquisa, Ronaldo Pilli, que coordena o programa no IQ, isso mostra aos estudantes norte-americanos que estudar em Campinas é uma possibilidade concreta. "Eles podem encontrar aqui possibilidades de se envolver em programas de doutorado porque aqui nós temos bons profissionais, boas condições de trabalho e geralmente apreciam a hospitalidade e o ambiente acadêmico que eles encontram aqui", afirmou Pilli.

O pró-reitor acrescentou ainda que, faz parte desta administração da Unicamp um esforço muito grande para dar mais visibilidade internacional às atividades desenvolvidas aqui. "Uma universidade que pretende ser de classe mundial, precisa buscar os melhores estudantes onde eles estiverem, precisa ser capaz de atrair os melhores estudantes a despeito da língua e do país de origem", afirmou Pilli.

Para a diretora da Divisão de Química da NSF, Janice Hicks, é importante que os estudantes norte-americanos tenham exposição a outras culturas, outros países e outras realidades sociais porque eles vão precisar disso quando entrar no mercado de trabalho. "Como o mundo não tem mais fronteiras os alunos serão solicitados a ir a outros países e viver em outros países quando se tornarem profissionais, então desde já eles têm essa possibilidade de experimentar outra realidade", disse Hicks. Além disso, a diretora colocou que a ciência é um veículo muito apropriado para levar a diplomacia. Como a ciência não tem fronteiras é muito importante que a ciência seja o veículo de aproximação dos povos.

Joel Smith revelou que sua passagem pela Unicamp foi uma experiência diferente. "O fato de estar disposto a um tipo de organização diferente aqui no Brasil possibilitou uma experiência diferente, capaz de expandir a capacidade de compreender e enfrentar outros desafios que poderão surgir em situações diferentes no futuro", disse Smith.

A comitiva norte-americana, assim como os alunos, participarão, a partir deste domingo (9) do Workshop Internacional sobre Nanomateriais e Materiais Funcionais, no Centro de Convenções da Unicamp. O evento contabilizou 250 inscritos e palestras proferidas por professores brasileiros, norte-americanos e argentinos.