Notícia

Jornal do Commercio (RJ)

Programa de cooperação terá apoio do BID

Publicado em 07 maio 2005

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apoiará um programa de cooperação técnica da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), voltado para pequenas e médias empresas brasileiras desenvolvedoras de software.
Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o objetivo é incrementar a competitividade por meio da introdução da qualidade em software e o desenvolvimento de negócios com o processo de internacionalização e localização. O anúncio foi feito na quinta-feira passada, em Brasília, pelo secretário de Política de Informática do MCT, Marcelo Lopes, e pelo presidente da Softex, Waldemar Borges.
O projeto total prevê o investimento de US$ 2,9 milhões. O BID entrará com US$ 1,3 milhão, proveniente do Fundo de Investimento Multilateral do banco, e o restante será uma contrapartida da Softex, de US$ 1,6 milhão, por meio de projetos apoiados pelo MCT e voltados para a qualidade de software e associativismo.
Uma das ações pretende incrementar a qualidade de software no País por meio do modelo de Melhora do Processo de Software do Brasil, desenvolvido pela Softex e apoiado pelo MCT.

Internacionalização
Outra ação do projeto consiste em apoiar estudos e defender maneiras de desenvolver software já pensando na internacionalização do produto. O processo de localização significa desenvolver o software preparando-o para ser usado em outros países, observando aspectos como tradução, medidas, matizes e diferenças culturais.
De acordo com o MCT, as iniciativas serão disseminadas no mercado latino-americano. No primeiro momento, serão selecionadas entidades locais na Argentina e no Chile, que atuarão como contraponto da Softex na implementação das ações nesses países.
A estimativa é que o programa beneficie 3 mil empresas. Cerca de 2 mil pequenas e médias empresas receberão suporte para incrementar seus produtos e investir na qualidade. Para tanto, serão treinados 315 especialistas. Desses, 40 na Argentina e 40 no Chile. O objetivo é formar ao menos cinco consórcios para exportação de software.
Agência FAPESP