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Programa Cbers é citado como exemplo positivo de Cooperacão Científica

Publicado em 29 abril 2014

Os bons resultados alcançados pelo programa Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers) foram citados como exemplo de parceria científica profícua entre Brasil e China no Simpósio Brasil-China para Colaboração Científica – Fapesp Week Beijing, aberto nesta quarta-feira (16), no Centro de Intercâmbio Yangjie, na Peking University, na China.

O evento, que termina amanhã (18), reúne pesquisadores brasileiros e chineses, além de cientistas de outros países com o objetivo de apresentar resultados de estudos avançados e estabelecer contatos que poderão resultar em futuras parcerias em pesquisa.

“É uma grande honra para a Peking University poder sediar a FAPESP Week Beijing, o primeiro simpósio internacional da FAPESP na China”, disse Enge Wang, presidente da instituição chinesa, na abertura do evento. “A colaboração internacional é fundamental para o futuro de nossa instituição e, nesse sentido, a parceria com a FAPESP é importante para que possamos ampliar o intercâmbio entre pesquisadores do Brasil e da China.”

Oportunidade – “Esse simpósio, organizado conjuntamente pela Peking University e pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), é uma grande plataforma para que pesquisadores dos dois países troquem ideias que poderão se mostrar importantes em suas pesquisas”, afirmou Enge Wang, presidente da instituição chinesa.

“A ciência é cada vez mais o resultado do trabalho e do esforço conjuntos de pesquisadores espalhados por todo o mundo e é um papel de instituições como a Fapesp criar formas de reuni-los e promover o processo de internacionalização da ciência”, disse Celso Lafer, presidente da Fapesp.

Ele lembrou que 2014 marca os 40 anos do restabelecimento das relações diplomáticas entre o Brasil e a China. Desde então, o país asiático se tornou o principal parceiro comercial do Brasil.

“Há muitas oportunidades de colaboração entre Brasil e China e este evento é uma oportunidade para que cientistas possam debater em quais áreas poderão desenvolver tais parcerias. Governos podem encorajá-los, mas depende dos cientistas, encontrarem áreas de interesse comum em que seja estabelecido o intercâmbio científico”, afirmou Valdemar Carneiro Leão, embaixador do Brasil em Beijing.

Hoje, há cerca de 1,5 mil brasileiros estudando na China, dos quais 300 com bolsas do governo chinês. Cerca de 1,5 milhão de chineses estudam no exterior, dos quais quatro mil estão no Brasil.

Fonte: Agência Fapesp