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Profissionais experientes querem "abrir a cabeça"

Publicado em 27 março 2013

O que leva um profissional com doutorado e três décadas de especialização em pesquisa e desenvolvimento (P&D) a procurar um curso sobre gestão da inovação? Entre muitas possíveis respostas, "abrir a cabeça", obter uma visão mais ampla do processo e alcançar uma interação mais positiva com outras áreas da empresa foram as escolhidas pelo doutor em engenharia Antônio Eduardo Tomanik, que acumula passagens por empresas como a Cofap e a Metal Leve.

Hoje consultor interno de P&D na Mahle, Tomanik garante que "se sente um profissional mais preparado" depois de encarar o programa de gestão estratégica da inovação da Unicamp. Ele conta, por exemplo, que em uma das atividades precisava desenvolver um produto em parceria com um centro de pesquisa externo. Ao expor sua visão, calcada na experiência da indústria metal-mecânica, surpreendeu-se quando um colega do setor farmacêutico propôs justamente a lógica oposta. Notou, desse modo, que conhecia apenas um dos lados da moeda.

Além de enxergar a partir de outros ângulos, o consultor descobriu novas formas de lidar com outros públicos, como agências de fomento (BNDES e Fapesp, entre outras) e aprendeu novas formas de encaminhar demandas e enfrentar a burocracia. "Meu trabalho ficou mais rápido, prático e produtivo", diz.

Para Luiz Lopes Junior, gerente de engenharia de processo e inovação da Maxion Wheels, o investimento no curso foi fundamental para o desenvolvimento de sua carreira. Ele ingressou no programa quando trabalhava na Fumagalli, adquirida pela Maxion em 2009. A empresa não tinha uma área de P&D e ele foi encarregado de criá-la. "Os resultados foram além do esperado", afirma. Isso porque a A Maxion Wheels decidiu que os novos centros de pesquisa da organização no mundo vão seguir o modelo implementado pelo executivo no Brasil. Com 21 anos de experiência no setor, Lopes Junior afirma que, além de oferecer ferramentas para quem precisa criar um sistema de gestão de inovação, o curso também permite aperfeiçoar estruturas já existentes.

Aprofundamento teórico de modelos e processos e discussão de casos são os ganhos apontados por Carlos Prax, líder da área de tecnologia de alimentos da Cargill e também ex-aluno na Unicamp. Com 21 anos de experiência em P&D, Prax considera importante a diversidade de modelos de negócios, indústrias e setores representados pelos participantes do curso, incluindo o corpo docente. "O entendimento de como a inovação se alinha com a estratégia competitiva da organização é fundamental." (EB)

Fonte: Valor Econômico - São Paulo/SP