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Profissionais da Unesp estudam os segredos do zika vírus

Publicado em 12 fevereiro 2016

Sala lacrada, com ar-condicionado central para controle de temperatura, filtros para limpar o ar que sai do ambiente, autoclave exclusiva, centrífuga para tubos, estufa para cultivo celular. É com essa estrutura especial que profissionais altamente treinados manipulam no Ibilce – campus da Unesp em Rio Preto - o vírus que é a maior preocupação mundial na atualidade: o zika.

O laboratório de estudos genômicos do Ibilce virou uma das esperanças do País para entender o vírus que assombra a população brasileira e preocupa também autoridades de diversos países, por estar associado a uma epidemia de microcefalia no nordeste brasileiro. Criado em 2002, justamente como uma unidade que poderia ser acionada em caso de vírus emergente, o laboratório do Ibilce, em parceria com o laboratório de virologia da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), foi convocado a participar da chamada Rede Zika – liderada pela USP e que envolve 42 laboratórios em todo o País, feita para estudar o vírus.

Laboratório integra rede

O laboratório de estudos genômicos do Ibilce faz parte da Rede de Diversidade Genética de Vírus (VGDN), formada por 18 laboratórios, cujo objetivo é estudar variedades genéticas de vírus. Os projetos são desenvolvidos sob a responsabilidade de um pesquisador principal, vinculado a instituições superiores de ensino e pesquisa no Estado de São Paulo. Os projetos aprovados são financiados pela Fapesp.

A estrutura em Rio Preto é formada por quatro laboratórios e, atualmente, vinte alunos, entre pós-doutorandos, doutorandos, mestrandos e alunos de iniciação científica. No laboratório central, as amostras são recebidas e processadas. No de sequenciamento, os vírus são sequenciados para que os pesquisadores saibam que tipo está circulando. Em outra sala, fica o laboratório de clonagem. Lá, os genes são clonados para serem estudados.

Já no de cultura limpa, os pesquisadores só trabalham com células sem vírus. Essas células só recebem o vírus para teste quando são levadas para o laboratório de segurança. Em cada unidade, diversos equipamentos de ponta auxiliam os profissionais. Entre as linhas de pesquisas, duas podem ser destacadas: uma sobre HPV e outras sobre hepatite C. “Dentro de hepatite C, procuro antivirais. É uma doença que até hoje não existe vacina. Também fazemos o estudo de diversos tipos do HPV”, disse a virologista Paula Rahal.

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Assessoria de Comunicação e Imprensa