Notícia

JC e-mail

Professor propõe um órgão nacional de fomento com percentual fixo de uma arrecadação como o Imposto de Renda ou CPMF

Publicado em 05 junho 2002

Ele leu o artigo de Glaci Zancan e teve a impressão de voltar ao passado Mensagem de Oscar Hipólito, pró-reitor Acadêmico da Universidade Bandeirante de SP (Unibam), SP (Fone: 11 6967 9050): Ao ler o artigo da profa. Glaci Zancan 'Ciência em risco' (Folha de SP e JC e-mail, de 29/5) tive a sensação de ter voltando à década de 80 ou até mesmo anterior à ela. Mesmo tendo alcançado algum progresso recente, os problemas orçamentários e de investimentos na área de C&T continuam sem soluções permanentes. Com exceção do que ocorre em alguns poucos centros de excelência, os pesquisadores têm alternado momentos de 'morte anunciada' com injeções esporádicas de poucos recursos dando uma sobrevida a seus projetos. Na realidade, a falta de um planejamento estratégico e investimentos continuados em C&T têm sido o preço de nosso atraso científico e tecnológico. Haja visto o medíocre 43° lugar obtido entre 72 países no Tecnology Achievement Index (índice de realizações Tecnológicas) realizado em 2001 pelo Programa das nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Ficamos abaixo de países como México, Argentina, Costa Rica, Chile, Uruguai, Trinidad Tobago e Panamá. Entretanto, uma possível solução para garantir a continuidade dos investimentos em programas de C&T seria a adoção da mesma sistemática que vem sendo utilizada com sucesso pela Fundação de Amparo à Pesquisa de SP (Fapesp). Dotar, pela melhor forma, um órgão de fomento do Ministério da C&T com percentual fixo de uma das arrecadações, por exemplo, imposto de renda ou cpmf. A Fapesp está aí para mostrar e demonstrar que esse modelo de gestão de C&T dá bons resultados.